A Classificação Indicativa de conteúdos audiovisuais é uma medida essencial para proteger e orientar o público brasileiro diante da diversidade de obras disponíveis.
Implementada pelo Ministério da Justiça, ela busca equilibrar a necessidade de resguardar crianças e adolescentes de conteúdos inadequados para suas idades.
Ao estabelecer categorias que variam de “Livre” a “18 anos”, o sistema de classificação no Brasil desempenha o papel de sugerir ao público e às famílias quais produções são mais adequadas, garantindo que cada espectador possa fazer escolhas conscientes sobre o que assistir.
Ou seja, esta classificação etária não representa uma censura, mas uma ferramenta para promover, de forma responsável e segura, as produções do universo cinematográfico e audiovisual no país.
Impactos das produções audiovisuais em crianças e adolescentes
Embora essas produções tenham um papel importante em nossas vidas, é fundamental reconhecer que a exibição de certos filmes/programas de TV a diferentes públicos requer cuidado, especialmente quando se trata do público infantil.
De acordo com o psicólogo Daniel Castilho, a criança, devido algumas questões neurológicas, ainda não diferencia muito bem noções de tempo, espaço, lugar, assim como não consegue definir sentimentos e emoções, ainda é algo complexo para ela. E a exposição a conteúdos inapropriados pode interferir no comportamento delas.
“A exposição a um filme violento, sem uma adequação para crianças, pode desencadear sensações de medo e insegurança, já que ela ainda não tem o aparato cognitivo para diferenciar um fato real de uma ficção, por exemplo. Assim como filmes de terror, impactam negativamente, causando alterações no sono, apetite e irritabilidade”, alerta o psicólogo.
O psicólogo não descarta o monitoramento dos adolescentes. Segundo ele, “um adolescente, ainda é uma criança em desenvolvimento entrando na vida adulta”.
Produções audiovisuais adequadas para crianças
Segundo Daniel Castilho, filmes e programas de TV adequados para o público infantil podem abordar questões importantes da infância, como confiança, segurança e maturidade, permitindo que a criança experimente uma catarse de forma saudável.
“Ao enfrentar situações desafiadoras e emocionantes na tela, as crianças podem aprender a lidar com suas próprias emoções e desenvolver habilidades importantes para a vida adulta”, finalizou.
Leia mais: