A sétima arte tem o poder de nos envolver em histórias cativantes, fazendo com que nos identifiquemos com os personagens e suas emoções. A imersão nas tramas cinematográficas desencadeia um turbilhão de sentimentos, conduzindo o espectador por uma montanha-russa emocional.
Cada gênero cinematográfico é capaz de induzir sentimentos específicos devido à produção de substâncias químicas no cérebro.
A reportagem do RealTime1 falou com o psicólogo Daniel Castilho para entender como o cérebro humano reage de acordo com cada gênero de filme.
Filmes de Terror
A beleza da sétima arte reside na capacidade de nos permitir experimentar realidades que, no dia a dia, seriam extremamente traumáticas. Afinal, ao assistir a cena de um assassinato na tela, com a clara consciência de que tudo é ficção, a experiência é completamente dissociada de presenciar tal violência na vida real.
“Os filmes de terror, por exemplo, podem sentir ansiedade, medo e angústia, liberando neurotransmissores como a adrenalina, a acetilcolina e o cortisol”, explica o psicólogo.
Filmes de Comédia-Romântica
Este gênero é ideal para aqueles dias em que você chega em casa depois de um dia estressante de trabalho.
“Uma comédia pode estimular a produção de endorfina, o hormônio da felicidade, enquanto um romance pode aumentar a ocitocina, também conhecida como o hormônio do amor”, afirma Daniel.
Filmes de suspense e ficção-científica
Daniel diz, ainda, que filmes de ficção, em particular, são uma prova vívida da natureza criativa inerente a cada ser humano.
“Narrativas que nos desafiam a desvendar mistérios ou a compreender as complexidades de um suspense estimulam nossa capacidade criativa, despertando a curiosidade que faz parte da condição humana”, destaca.
A catarse no cinema
Desde os tempos da Grécia Antiga, quando o teatro trágico surgiu, percebeu-se que a interpretação de personagens podia ter uma função psicológica única nos espectadores, conhecida como catarse.
Nada mais é do que a conexão entre a trama e o público, como explica o psicólogo Daniel Castilho.
“A imersão nas tramas e a conexão com os personagens podem levar o público a experimentar catarse, uma espécie de limpeza emocional que resulta na expressão e compreensão dos nossos próprios sentimentos”, finalizou.
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