O prefeito de Manaus Arthur Neto (PSDB) afirmou, na tarde desta segunda-feira (28), que gostaria de decretar o lockdown na capital para evitar uma segunda onda de covid-19. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Visão CNN, que repercutiu a pesquisa Fiocruz que afirma que Manaus vive uma segunda onda da doença.
De acordo com o prefeito, o fechamento total seria uma recomendação da Fiocruz. Na opinião dele, duas semanas de isolamento já ofereceriam resultado positivos.
“Eu temo essa segunda onda. Não posso afirmar cientificamente que isso exista, mas eu acredito na Fiocruz. Eu gostaria muito [de decretar lockdown]. Aceito o lockdown por entender que isso pode realmente matar de vez com essa ameaça de uma segunda onda, que seria catastrófica”, disse.
Mas apesar de defender o lockdown, Arthur Neto admite que a prefeitura não teria como fiscalizar e punir quem tentar furar a quarentena.
“Eu preciso dele (do governador Wilson Lima) para decretarmos o lockdown, senão a decretação estará desmoralizada por pessoas sem máscara e por pessoas saindo nas ruas. É preciso então ter cobertura policial para se chegar à essa medida”, finalizou o prefeito.
Medidas
Na sexta-feira (25), o governo do Amazonas publicou o decreto governamental n. 42.794, que estabelece medidas para enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Amazonas.
A medida suspende, até o dia 26 de outubro, o acesso às áreas de praias, o funcionamento de balneários e flutuantes, além do funcionamento de bares cujos registros principais não sejam como restaurante na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).
O horário de funcionamento de restaurantes, lojas de conveniência e similares também foi reduzido até as 22h.
No dia 18, Arthur Neto decretou o fechamento do Complexo Turístico da Ponta Negra e cobrou maior fiscalização em bares e restaurantes por parte da Visa Manaus, também como forma de frear o avanço da Covid-19.
Na última semana, segundo dados da Vigilância Epidemiológica do estado, houve um aumento de 6% nos casos de Covid-19, em relação à média dos 14 dias anteriores. De acordo com o governo, esse aumento se deve devido, principalmente, a aglomerações e a realização de festas clandestinas.
Em média, o Amazonas confirmou sete novas mortes por dia na última semana.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do governador Wilson Lima mas, até o fechamento desta matéria, não houve resposta.
Reportagem: Lucas Raposo