Superaquecimento do ouro  pode derrubar teoria antiga?

Cientistas desafiam um limite clássico da física.

O ouro superaquecido manteve-se sólido em temperaturas 14 vezes maiores que seu ponto de fusão

O feito foi possível com lasers ultrarrápidos que aqueceram o metal em trilionésimos de segundo, antes que sua rede cristalina se desorganizasse

A técnica atingiu ~18.700 °C. Modelos antigos previam que sólidos colapsariam em até 3 vezes seu ponto de fusão mas o ouro provou o contrário

Raios-X de altíssima intensidade registraram os átomos vibrando sem colapso estrutural, revelando um estado sólido extremo e transitório

O segredo foi a rapidez: energia depositada tão velozmente que os átomos ficaram “congelados” em posição, mesmo sob calor extremo

Isso contraria a teoria da Catástrofe da Entropia, aceita há 40 anos, e mostra que a física clássica falha em descrever processos ultrarrápidos

Impactos vão de fusão nuclear à modelagem de interiores planetários e colisões cósmicas, além do estudo de matéria densa quente em estrelas

Pesquisadores acreditam que outros metais e compostos também possam exibir estabilidade inesperada em condições extremas