Um dos maiores debates da ciência é entender onde nasce a consciência.
Um dos maiores debates da ciência é entender onde nasce a consciência.
Um estudo internacional testou duas teorias principais: a do espaço de trabalho global (GNWT) e a da informação integrada (TII).
Um estudo internacional testou duas teorias principais: a do espaço de trabalho global (GNWT) e a da informação integrada (TII).
A GNWT sugere que áreas cerebrais selecionam e espalham informações relevantes pelo cérebro, gerando a consciência.
A GNWT sugere que áreas cerebrais selecionam e espalham informações relevantes pelo cérebro, gerando a consciência.
Já a TII propõe que a consciência surge quando diferentes partes do cérebro estão altamente conectadas, medida pelo índice “phi”.
Já a TII propõe que a consciência surge quando diferentes partes do cérebro estão altamente conectadas, medida pelo índice “phi”.
O estudo, feito em 12 laboratórios com 256 voluntários, trouxe resultados inconclusivos: algumas evidências favorecem a TII, outras a GNWT.
O estudo, feito em 12 laboratórios com 256 voluntários, trouxe resultados inconclusivos: algumas evidências favorecem a TII, outras a GNWT.
Os dados indicam que a consciência pode estar mais ligada ao processamento sensorial do que ao córtex pré-frontal, tradicionalmente considerado central.
Os dados indicam que a consciência pode estar mais ligada ao processamento sensorial do que ao córtex pré-frontal, tradicionalmente considerado central.
A pesquisa levantou polêmicas: 124 cientistas assinaram carta chamando a TII de “pseudociência” por não ser refutável.
A pesquisa levantou polêmicas: 124 cientistas assinaram carta chamando a TII de “pseudociência” por não ser refutável.
Críticos alertam que aplicar a TII poderia levar a conclusões polêmicas, como atribuir consciência a IA, animais ou fetos.
Críticos alertam que aplicar a TII poderia levar a conclusões polêmicas, como atribuir consciência a IA, animais ou fetos.
Apesar da disputa, os resultados ajudam na detecção de consciência encoberta em pacientes que parecem inconscientes, como em casos de coma.
Apesar da disputa, os resultados ajudam na detecção de consciência encoberta em pacientes que parecem inconscientes, como em casos de coma.
Para os autores, o debate não deve parar. Mais dados são necessários para entender como o cérebro gera a experiência de “ser”.
Para os autores, o debate não deve parar. Mais dados são necessários para entender como o cérebro gera a experiência de “ser”.