O mistério dos barris no  fundo do mar

Nas águas de Los Angeles, milhares de barris com rejeitos industriais poluem o mar há mais de 50 anos. Pesquisadores tentam identificar seu conteúdo tóxico.

Os barris resultam de descarte ilegal feito entre 1930 e 1970, incluindo lixo químico, resíduos de refinaria, rejeitos nucleares e até explosivos militares.

Expedições encontraram mais de 27 mil cilindros e 100 mil detritos no fundo do mar. Muitos apresentam círculos esbranquiçados ao redor.

O novo estudo revelou que esses círculos não são DDT, mas sinais de alcalinos fortes, substâncias com pH em torno de 12, altamente nocivas.

Esses compostos criaram um ambiente extremo, onde quase nada sobrevive além de micróbios adaptados, transformando a região em um deserto submarino.

Os círculos brancos se formam quando o vazamento reage com magnésio, criando brucita, que mantém o pH elevado e provoca novas reações químicas.

Pesquisadores defendem que os alcalinos sejam classificados como poluentes persistentes, já que resistem no mar por mais de meio século.

Estima-se que um terço dos barris contenha esses compostos. O número total ainda é incerto, e estudos futuros vão buscar formas de remoção.