domingo, 21 de julho de 2024

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"Vivendo no mundo da lua", vereador diz que vacinação na capital 'beira a perfeição'

Para o vereador, a vacinação anda de "vento e popa" na capital que foi enganada várias vezes pelo governo federal e que ainda não iniciou a vacinação para o grupo de 60-64.
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vacinação em Manaus

O vice-presidente da Câmara Municipal de Manaus, Wallace Oliveira (Pros), afirmou que a vacinação na capital do amazonas “beira a perfeição” comparada a outras capitais do país. O parlamentar, contudo, desconhece a demora no início da vacinação para o grupo de 60 a 64 anos, que aguarda há mais de uma semana critérios serem definidos para serem imunizados, as falhas na campanha dos demais grupos e os casos de médicos “fura filas” nomeados apenas para tomar vacina. A manifestação do vereador foi dada durante pronunciamento na Câmara nesta terça-feira (9),

“Todas as noites nós estamos ocupando a primeira posição no ranking de vacinação. Isso com certeza é fruto de um trabalho estabelecido pela prefeitura de Manaus que alavanca todo um processo. Temos um avanço substancial no processo de vacinação da covid-19. Os estados estão padecendo, expondo sua população dentro de uma situação caótica. E nós aqui em Manaus, estamos tendo um processo de vacinação que beira a perfeição”, afirmou ao citar que nos balanços nacionais o Amazonas aparece com ínfimos 7% de sua população vacinada quando mais de 11 mil amazonenses já morreram.

Além disso, Wallace ressaltou que a vacina está chegando nas comunidades mais distantes, indígenas e ribeirinhos e o quão eficiente está sendo esse processo. Ele citou, ainda, o sistema drive-thru como um processo rápido para vacinação.

“Se não cobrimos ainda mais a nossa população é porque ainda não chegaram mais vacinas necessárias, porque tenho certeza que chegando o processo se estabelece”, disse.

“Hoje o que falta são doses da vacina, porque profissionais competentes e pessoas que estão lá na ponta fazendo o melhor no dia-a-dia para a população de Manaus nós temos”, endossou o vereador Everton Assis (PSL).

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Mil maravilhas

Em Manaus a vacinação, segundo o parlamentar, é exemplo para outras capitais. No entanto, foi a primeira capital a entrar em colapso e enganada várias vezes pelo governo federal sobre a distribuição das vacinas.

O governo federal fez várias promessas à cidade sobre a vacinação. A primeira delas foi a respeito do envio das vacinas, em que o ministro Eduardo Pazuello afirmou que a capital seria a primeira a receber as doses, mas logo em seguida disse a fatídica frase de que “seria no di D e na hora H” e que as vacinas seriam distribuídas igualmente para todos.

Depois veio a promessa de vacinar o público de 50+ em fevereiro, que depois foi descumprido novamente, devido o envio de doses insuficientes, inclusive, para o grupo de 60 a 69 anos, em todo o estado.

Além disso, soma-se também o fato de a capital ainda não ter iniciado a imunização do grupo de 60 a 64, por estar definindo critérios de vacinação, e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) já ter informado que ainda não há previsão da chegada de novas doses.

Consócio para compra de vacinas

A Prefeitura de Manaus, por sua vez, aderiu ao consórcio com a Federação Nacional dos Municípios (FNP) para a compra de vacinas contra a covid-19. A iniciativa foi lançada na última segunda-feira (1º). No entanto, essas vacinas só estarão disponíveis a partir de junho.

A ideia do consórcio foi adotada para garantir a segurança jurídica aos municípios em caso do Ministério da Saúde não conseguir, como parece que é a situação atual, dar conta de enviar as vacinas para cada município.

Texto: Milena Soares

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