sexta-feira, 14 de junho de 2024

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Saullo quer participar da comissão que discute reforma tributária na Câmara

Deputado federal eleito pelo União Brasil, Saullo Vianna, em entrevista ao RealTime1, detalhou pautas que pretende defender em Brasília e a relação com o governo eleito,
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Saullo
O deputado estadual Saullo Viana (UB) foi eleito para Câmara Federal com 127.287 votos (Foto: Divulgação)

Eleito para Câmara Federal com 127.287 votos, o deputado estadual Saullo Vianna (UB) elencou, em entrevista ao Realtime1, três pautas prioritárias do seu mandato em Brasília a partir de 2023: meio ambiente, Zona Franca de Manaus e desenvolvimento do interior do Amazonas.

“Essas pautas são importantes para o Amazonas e precisam ter uma defesa constante e incisiva em Brasília e são questões que eu, como deputado federal, quero me debruçar, estudar bastante e poder usar de trânsito e articulações para construir o futuro do Amazonas”, afirmou.

O deputado federal eleito destacou que os encaminhamentos do maior evento do mundo sobre mudanças climáticas, COP27, devem ser debatidos no Brasil para que o país volte a ser protagonista na questão ambiental e busque sediar a próxima conferência, COP30, em 2025.

Saullo disse que continuará com a atuação municipalista e com a defesa de novas oportunidades e o desenvolvimento econômico dos municípios do interior do estado.

O parlamentar reiterou a importância da construção de hospitais de média complexidade em municípios polo, proposta defendida na campanha. Para isso, Saullo disse que, além de destinar emendas, irá fazer a articulação com o governo federal para descentralização da saúde.

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“Isso é muito caro. O Governo do Estado sozinho não consegue fazer. Quero buscar recursos em Brasília para que a gente possa construir nos próximos anos hospitais de média complexidade nos municípios polos”, afirmou.

Confira outros trechos da entrevista com o deputado federal eleito, Saullo Vianna:

De que forma pensa o futuro da Zona Franca? De que maneira um deputado federal pode auxiliar no desenvolvimento deste modelo econômico?

R: Pelo conhecimento que o presidente eleito tem da Amazônia e do Amazonas, acredito que será muito mais tranquilo tratar das questões da Zona Franca. É um caminho para que possamos desenvolver mais o nosso interior. A Zona Franca de Manaus é fundamental, importante e inegociável. Como municipalista e do interior, defendo que a gente possa levar oportunidade e desenvolvimento. Temos algumas alternativas como a regularização e regulamentação da exploração mineral. Recuperar a nossa pecuária, principalmente, nas terras de várzea que tem grande potencial, porém ao longo dos anos essas áreas todas se acabaram. Investimento em infraestrutura. A BR-319 vai ajudar a desenvolver os municípios ao longo da estrada.

Qual o seu posicionamento sobre as reformas administrativa e tributária?

R: Não vou te dizer que eu conheço 100% (a proposta de reforma tributária), mas o que eu tenho maior conhecimento é sobre as questões que envolvem a Zona Franca. A maior briga que tem hoje lá é a guerra tributária entre os estados, principalmente das alíquotas de ICMS. Em um país como o Brasil, com dimensões continentais e cada região tem suas particularidades, é muito difícil tratar o estado do Amazonas igual ao estado de São Paulo. Não tem condições. Quero poder fazer parte da comissão da reforma tributária para levar esse olhar do Amazonas. É fundamental ter alguém do Amazonas na comissão.

Lula foi eleito. O senhor será oposição ou vai se aproximar da base do governo?

R: Sou muito simpático as propostas que Lula apresentou nesta campanha e grato pelo que ele fez pelo Amazonas. A manutenção dos incentivos fiscais da Zona Franca e obras estruturantes. O meu partido, a nível nacional, já sinalizou tratativa de conversas para fazer parte do governo do presidente Lula. Acompanharei o partido. Já tivemos uma reunião com os deputados do União Brasil e nesta oportunidade fiz um pedido para que, independente de qual seja o posicionamento do partido com o governo federal, eu pudesse ter o apoio dos colegas e ser um defensor da Zona Franca de Manaus. Falei da importância que tem o Amazonas para o Brasil, da nossa floresta, área de fronteira e o que mantém o estado é a Zona Franca e os empregos.

Como irá se posicionar sobre a pauta de costumes”, no Congresso, diante de temas polêmicos como o aborto? E sobre a ideologia de gênero nas escolas? E a escola sem partido?

R: Sou católico apostólico romano, criado, batizado, crismado na igreja e defendo essas pautas conservadoras. Sou contra o aborto, sou contra a legalização das drogas, sou contra banheiros multigêneros. Uma coisa é ensinar uma criança e fazer com que ela tenha o conhecimento da questão de ideologia de gênero, muito diferente é incentivar.

Texto: Larissa Cavalcante

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