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terça, 07 de dezembro de 2021

Wilson Lima cria câmaras para solucionar conflitos ‘estado x cidadão’

Iniciativa é importante para desburocratizar a administração, diminuir a judicialização e reduzir os gastos públicos em, pelo menos, R$ 50 milhões, nos próximos 12 meses.

8 de novembro de 2021

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A assinatura do decreto foi feita na sede do Governo do Amazonas (Foto: Divulgação)

O governador Wilson Lima assinou, nesta segunda-feira (8), o decreto que cria a primeira e a segunda Câmara de Prevenção e Resolução Administrativa de Conflitos, no âmbito da Procuradoria Geral do Estado (PGE). A iniciativa é importante para desburocratizar a administração estadual, diminuir a judicialização e reduzir os gastos públicos.

O serviço das Câmaras de Prevenção e Resolução Administrativa de Conflitos começa a funcionar na sede da PGE, na rua Emílio Moreira, Praça 14 de janeiro, zona sul da capital, a partir desta terça-feira (9).

Segundo o governador, há cerca de 15 mil processos envolvendo o Estado e que estão pendentes de decisão e, por meio da conciliação, será possível economizar, pelo menos, R$ 50 milhões, nos próximos 12 meses.

“Quando se deixa por muito tempo levar uma ação desta até a última instância, geralmente, o Estado tem um prejuízo muito grande, porque os valores são sempre muito majorados em razão da decorrência do prazo”, disse o governador.

Instrumentos de acesso à Justiça

Wilson Lima explicou que as câmaras serão um instrumento de acesso à Justiça para os cidadãos e buscam resolver problemas que antes iriam direto para o Judiciário, evitando a sobrecarga do tribunal, diminuindo o gasto administrativo e possibilitando que o cidadão resolva seu problema mais rápido e com menos custos.

O cidadão, por exemplo, poderá celebrar acordos com o Estado de forma ágil e célere e com menos custos. Qualquer pretensão poderá ser submetida às câmaras para análise e tentativa de conciliação, exceto questões que se submetem à autorização do Poder Legislativo.

Demandas relacionadas à saúde, como pedidos de medicamentos ou e de emissão de certificados de conclusão de Ensino Médio em que seria necessário acionar o judiciário, poderão ser submetidas às câmara.

Demandas que já foram levadas ao Judiciário podem ser submetidas às câmaras, tanto pelos juízes quanto pelas partes dos processos. Às câmaras estarão abertas para o diálogo com os cidadãos, seja em demandas já judicializadas, seja para evitar a judicialização de novas, explicou o procurador-geral do Estado, Giordano Bruno Cruz.

As câmaras, também, serão importantes para a solução de divergências envolvendo servidores. Especificamente, em casos de desentendimento legal entre órgãos da administração direta ou indireta. Controvérsias entre pastas sobre o regime previdenciário dos servidores, por exemplo.

“As principais demandas de massa hoje, no Estado, são demandas de servidores requerendo promoções que efetivamente foram dadas por governos anteriores e não implementadas”, disse o procurador.

Segundo Giordano, as câmeras geram economia com pessoal e equipamentos, que seriam gastos com os processos judiciais; diminuem a dívida do Estado mediante acordos de concessões mútuas; reduzem consideravelmente as dívidas já existentes e evitam o pagamento de correções monetárias, juros e multas.

Redução da dívida pública

As câmaras surgem a partir da experiência da PGE com conciliações. Ano passado, segundo a procuradoria, em quatro rodadas de conciliações, envolvendo em especial os servidores públicos militares, foram quase R$ 4 milhões de redução imediata da dívida do Estado.

Isso sem contabilizar valores relativos a juros, multas, atualizações monetárias, gastos com pessoal, gastos com burocracia e materiais. Ou seja, o Estado resolve os problemas dos particulares, paga as dívidas da administração pública, economiza e pode investir mais em áreas como saúde, educação e segurança.

Com informações da assessoria

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