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sexta, 21 de janeiro de 2022

Vídeos do Governo Federal no TikTok dariam para pagar 600 salários mínimos

Os cálculos apontam que o conjunto de seis pequenos filmes custarão R$480 mil por minuto de vídeo. As informações estão no Portal da Transparência do Governo Federal.

11 de janeiro de 2022

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Até esta terça-feira (11), o Ministério da Saúde não tinha uma conta nessa rede social (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde vai desembolsar R$ 721 mil por seis filmes, de quinze segundos cada, voltados ao combate do mosquito da dengue, que serão veiculados no TikTok – uma rede social que a pasta ainda não tinha conta até o fechamento desta reportagem. O que chama atenção é que com esse valor seria possível custear quase 600 salários mínimos (R$ 1.212).

As informações estão em uma nota fiscal emitida em 1º de dezembro do ano passado, e disponível no Portal da Transparência do Governo Federal.

O valor da nota foi divulgado em uma reportagem do Congresso em Foco que buscou a justificativa para o gasto junto ao Ministério da Saúde. O valor, indica o governo, foi acertado em uma sessão pública no final de novembro e abrangeria “produção, pós-produção, recursos e acessibilidade – legendas e libras -, captação 4K, equipamentos tecnológicos, locações duas diárias de captação, equipe técnica, elenco, computação gráfica, after effects e 3D, banco de imagens, transporte aéreo e terrestre, finalização 4K e entrega SD e HD.”

O filme, de acordo com a nota emitida pela vencedora da disputa, contará com “alta complexidade” de roteiro, dez pessoas, necessidade de deslocamento de equipe por meio aéreo ou terrestre, e deveria ser executado em até cinco dias.

O Ministério indica que os vídeos estarão disponíveis quando o houver a comprovação e o atesto de que o serviço foi produzido. Até o momento, nem a pasta – nem nenhum outro órgão do poder Executivo federal possuem perfis no TikTok, a rede social de origem chinesa conhecida pelos seus vídeos curtos.

Os cálculos apontam que o conjunto de seis pequenos filmes custarão R$480 mil por minuto de vídeo . Para efeito de comparação, os R$10,5 milhões usados para filmar os 118 minutos de “Tropa de Elite”, em 2007, tiveram um custo de R$270 mil por minuto de obra final, em valores atuais.

A vencedora da disputa foi a Aldeia Filmes, empresa de Brasília que possui outros contratos com o governo federal. Em julho do ano passado, no auge da pandemia, a sede da empresa recebeu a festa de lançamento de uma empresa de Arthur Lira Filho, filho do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). A empresa tinha como foco a representação de publicidade junto a agências que mantém contratos milionários com o poder público.

Procurada pela reportagem, a Aldeia Filmes indicou que contratados por uma das agencias licitadas que atendem o Ministério da Saúde, e que o objetivo é a realização de seis filmes para televisão, com veiculação nacional, com várias diárias de captação. Com isso, diversos materiais e formatos para esta campanha estariam disponíveis, “inclusive seis versões para TikTok”. O diretor da empresa, Ricardo Martins, declinou de dar maiores detalhes sobre o contrato e de apresentar o que teria sido feito pela empresa, por questões de confidencialidade entre todas as partes envolvidas.

Fonte: Portal Congresso em Foco

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