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terça, 21 de setembro de 2021

Saúde de ‘favoritos’ vira tema da pré-campanha eleitoral no Amazonas

A saúde de Amazonino Mendes, virtual candidato ao governo do Estado, e de Arthur Neto, que mira uma vaga no Senado, chama atenção de partidos e eleitores.

15 de setembro de 2021

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Pesquisas divulgada nessa semana mostram que Amazonino e Arthur Neto têm boas intenções de votos para cargos majoritários (Foto: Reprodução)

A divulgação de pesquisas de intenção de votos para a eleição do próximo ano no Amazonas, nos últimos dias, indicou a boa posição de dois experimentadíssimos políticos do Amazonas, o ex-governador Amazonino Mendes, 82, e o ex-prefeito Arthur Virgílio Neto, 76. Na esteira disso, a saúde deles entrou na pauta.

A saúde de Amazonino Mendes, que deverá concorrer ao Governo do Estado na eleição do próximo ano e assim tentar se eleger pela quinta vez para este cargo aos 83 anos, há muito é citada nos bastidores e para contestar as informações que classificou de boatos, ele gravou um vídeo na última segunda-feira garantindo que está bem de saúde e pronto para “tirar o Amazonas do sufoco”.

Arthur Neto por sua vez tentará voltar ao Senado na eleição que enfrentará o atual titular da cadeira, Omar Aziz (PSD). O ex-prefeito de Manaus tem sido visto com dificuldade para andar e sofreu com sequelas da Covid no ano passado. Arthur, contudo, faz questão de dizer que a saúde dele está em ordem e exibe nas redes sociais uma movimentação grande nos ataques a Omar Aziz.

Para o cientista social Francinézio Amaral, a longevidade destes dois políticos impõe um olhar do eleitor para o estado de saúde deles, pois a vida pública exige muito de quem está nela.

Ele lembra que o Amazonas é um Estado gigante, com muitos problemas e uma população que apresenta muitas demandas dos governantes. “Conhecer a saúde deles é natural, até porque no Brasil é regra os políticos esconderem suas fraquezas”, diz Amaral.

“Neste cenário eles querem aparecer bem; vamos lembrar que o Tancredo Neves participou de uma missa na noite anterior a tomar posse como presidente da República em 1985, mas poucas horas depois foi para o hospital e nunca mais voltou, denotando que ele estava escondendo a doença há muito tempo”, analisou.

Desejo ardente, a despeito da saúde

Para o cientista político Moacyr Santos chama atenção o fato destes dois políticos já terem ocupado os cargos mais relevantes na vida pública em nosso Estado e também na vida Nacional, mas seguem com o desejo ardente de ainda ocupar este espaço mesmo que em prejuízo da própria saúde, fazendo o exato oposto do senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), que aos 72 anos anunciou, nesta-terça-feira, que não será candidato a reeleição no próximo ano, optando por cuidar da saúde e se divertir com os netos e a família.

O especialista se refere ao fato de Amazonino ter sido uma vez senador da República, três vezes prefeito de Manaus e quatro vezes governador do Amazonas, sempre com grande destaque e muitas denúncias de corrupção.

Já Arthur Neto, foi deputado federal por três vezes, três vezes prefeito de Manaus, uma vez Senador da República e uma vez ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso. “O que eles poderão fazer agora que não fizeram no passado ocupando cargos tão relevantes? Só tenho uma resposta para isso: eles querem um canto do cisne”, avalia.

Essa ideia do canto do cisne também é citada por um marqueteiro que já trabalhou para ambos, mas que pediu anonimato. Ele lembra que os grupos políticos de Amazonino e Arthur não têm vida própria longe deles. “Quem no PSDB pode dar sequência ao poder e prestígio de Arthur Neto? Quem no grupo de Amazonino, que nem partido certo tem neste momento, pode substituí-lo?”, questiona, acrescentando que hoje Amazonino e Arthur são mais candidatos de seus grupos do que de sí mesmos.

Texto: Gerson Severo Dantas

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