fbpx

quinta, 20 de janeiro de 2022

Presidente do Simeam diz que maioria dos estragos é culpa do vice

O sindicalista afirmou que antes da eleição de Wilson Lima, era amigo de Carlos Almeida porque, juntos, fiscalizavam as unidades de saúde quando o vice-governador era defensor.

31 de julho de 2020

Compartilhe

Foto: Izaías Godinho

O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Vianna afirmou que, em relação aos problemas na pasta da Saúde, o governador Wilson Lima (PSC) teve sua “parcela de culpa”, mas que a maioria dos “estragos” foi feita pelo vice-governador Carlos Almeida (PTB), enquanto comandou a Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

O sindicalista afirmou que antes da eleição de Wilson Lima era amigo de Carlos Almeida porque, juntos, fiscalizavam as unidades de saúde enquanto o vice-governador era defensor público.

“Forneci muita informação que ele utilizou a seu favor eleitoreiramente, ele começou a me ‘tirar de tempo’ e assumir que estava mentindo para a categoria da Saúde. Que não havia esse débito todo porque ele não queria pagar, mas pagou rapidamente aqueles credores da gestão anterior, 700 e poucos milhões”, disse.

As declarações foram dadas na sede do Simeam, localizada no bairro Alvorada, Zona Oeste de Manaus, nesta sexta-feira (31).

O presidente do Sindicato também disse que vai entrar com ações na justiça contra os parlamentares que utilizaram a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) para criticar a atuação dele como sindicalista.

Mário Vianna é autor da peça que acusa e o governador e o vice por crime de responsabilidade. O sindicalista acrescentou que avalia com tristeza e decepção a aprovação do relatório que pede o arquivamento do processo de impeachment. elaborado pelo deputado estadual Dr. Gomes (PSC).

“Eu esperava que os parlamentares tivessem mais coragem, decência e respeito pelos seus eleitores. Estou tranquilo. Eu fiz o meu papel enquanto cidadão”, disse.

Acusação de Campêlo

A deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB), presidente da Comissão de Impeachment, afirmou na última quarta-feira (29), que Mário Vianna é perito do Instituto Médico Legal (IML) e está à disposição da Secretaria de Estado de Saúde (Susam). Além disso, a parlamentar afirmou que o médico recebe um salário de R$ 22 mil sem prestar serviços aos órgãos públicos de Saúde.

“O Estado paga para ele três vezes. Esse é o ‘cara’ mais honesto do mundo questionando os deputados”, apontou Alessandra.

Mário Vianna rebateu as acusações da deputada, alegando que é servidor licenciado do IML e que não é mais médico contratado pela Susam.

“Ela deve ser louca. O governo está me pagando pra falar mal dele? Isso é uma grande mentira. Ou ela fez isso maldosamente, ou ela realmente é uma desinformada. Ela vai responder por muita coisa. Não estou ameaçando, eu vou fazer”, garantiu Mário.

O sindicalista acrescentou que também vai processar os deputados Saulo Vianna (PTB) e Mayara Pinheiro (PP) frases pronunciadas em plenário.

Relação com políticos

O presidente do Sindicato disse que é filiado ao partido Patriotas e, em tom de gracejo, disse que não dispensa a possibilidade de se candidatar no pleito de municipal deste ano. Ele também disse não ter vínculos com o ex-governador Amazonino Mendes.

Ao ser questionado com relação à fiscalização da pasta da saúde em governos anteriores, tendo em vista que a empresa Norte Serviços Médicos, alvo de investigação da CPI da Saúde, conforme levantamento feito pelo Real Time1, teria recebido cerca de R$ 25 milhões a contar do governo de José Melo (PROS), em 2016, o sindicalista disse que sempre criticou as gestões.

“Vou aprontar um dossiê de todos os governos anteriores. Eu nunca deixei de criticá-los, mas sempre optavam por um diálogo. Mas, esse, é prepotente, principalmente o senhor Carlos Almeida que afasta as pessoas, critica e ofende a honra”, disse.

Texto: Izaias Godinho

Leia Mais:

Comissão apoia arquivamento de impeachment do Governo

Problemas na internet da Aleam adiam oitivas da CPI da Saúde

Dr Gomes inocenta governador e vice e pede arquivamento do processo

Leia mais sobre Política

Governo mantém sigilo de 100 anos e nega acesso a processo de Pazuello

Pazuello foi ministro da Saúde de setembro de 2020 a março de 2021 e encampou, em sua gestão, várias das posições negacionistas bancadas por Bolsonaro no combate à pandemia.

20 de janeiro de 2022

Eleição ficou mais difícil com novas regras, avaliam advogados

Novas regras, como a que instituiu a cláusula de barreira e a formação de federações, foram tema da segunda parte da série de entrevistas promovidas pela TV RealTime1.

20 de janeiro de 2022

Depois de críticas à aglomeração por testagem, prefeito suspende eventos

David Almeida suspendeu por 30 dias a concessão de permissão e licenças para eventos de qualquer natureza. A decisão não proibiu eventos esportivos que serão analisados.

20 de janeiro de 2022

TSE estuda bloquear Telegram no Brasil para evitar fake news nas eleições

Ao menos 11 países já bloquearam ou ainda bloqueiam a plataforma do Telegram, um deles é a Rússia, país de origem, onde o acesso ficou suspenso entre os anos de 2018 e 2020.

20 de janeiro de 2022

Lewandowski manda Ministério Público fiscalizar pais antivacina

No ofício, Lewandowski diz que os MP´s devem garantir que as medidas necessárias para fiscalizar a vacinação das crianças estão sendo adotadas conforme prevê o ECA.

20 de janeiro de 2022

Pandemia pode suspender concursos da Segurança; TCE-AM analisa pedido

A principal linha de questionamento da representação é que a realização do concurso no cenário de alta de casos de Covid-19 colocará em risco a saúde dos candidatos.

20 de janeiro de 2022

MP-AM quer exoneração de parentes do prefeito e vice de Canutama

A recomendação foi feita após denúncias de suposta prática de nepotismo na nomeação de familiares do prefeito José Torres (PSC) e do seu vice, Raimundo Cordeiro (MDB).

20 de janeiro de 2022

Alexandre Saraiva questiona decisão que liberou madeira apreendida pela PF

Ex-superintendente da PF no Amazonas, delegado Alexandre Saraiva, foi o pivô da queda do então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Saraiva foi transferido para o Rio.

20 de janeiro de 2022