quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Governo e prefeitura têm até este mês para encaminhar orçamento 2022

O orçamento do governo do Amazonas para 2022 é de R$ 21,7 bilhões, enquanto que o do município alcança os R$ 6,9 bilhões. A aprovação ocorre até dezembro.
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Vereadores alugam carros com diárias acima de R$ 300
Vereadores alugam carros com diárias acima de R$ 300. Gasto chega a R$ 156 mil em fevereiro. (Foto: Divulgação)

O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) que fixará despesas e receitas para o exercício de 2022 do Governo do Amazonas e da Prefeitura de Manaus deverão ser encaminhados à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e à Câmara Municipal de Manaus (CMM) neste mês de outubro.

Em julho, a Aleam aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), com uma previsão orçamentária para o Governo do Estado de R$ 21,7 bilhões. A LDO é o projeto que prepara terreno para a formulação da LOA. No caso da CMM, a Casa aprovou uma LDO de R$ 6,9 bilhões.

A Prefeitura de Manaus tem até o dia 15 para submeter a lei orçamentária aos vereadores. No dia 31 deste mês vence o prazo para que o Governo do Estado encaminhe à Aleam o orçamento para o ano seguinte.

A aprovação do orçamento é geralmente a última matéria a ser votada nas duas Casas Legislativas. Frequentemente a aprovação do orçamento é feita na última sessão plenária antes do recesso legislativo do final do ano.

Com envio do projeto de LOA, a tramitação começa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) para análise da constitucionalidade; e segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que faz o debate financeiro nos Legislativos.

Na LOA, os parlamentares podem alocar recursos com as emendas a projetos, secretarias, obras e iniciativas sem fins lucrativos. Da receita corrente líquida prevista no orçamento do Amazonas 1,2% (R$ 261 milhões) será reservado às emendas parlamentares individuais impositivas.

Já na Câmara, 0,8% da receita vai atender às emendas dos 41 vereadores, o que representa aproximadamente R$ 100 milhões.

Este ano, os deputados estaduais incorporaram do Congresso Nacional as emendas de bancadas e também transferências especiais, mecanismos amplamente criticados por especialistas em orçamento e que apelidaram o repasse direito às prefeituras de “pix orçamentário”.

É previsto que as bancadas terão no mínimo R$ 100 mil em recursos. Os recursos para emendas individuais impositivas e de bancadas são negociados assim que a lei chega Às duas Casas. Até a lei ser aprovada no plenário, emendas e mudanças podem ser incorporadas.

Texto: Jefferson Ramos

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