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quinta, 06 de maio de 2021

Partido da Mulher Brasileira muda de nome e Bolsonaro cogita se filiar

Ao jornal O Globo, Haidar negou que a mudança do nome tenha relação com uma possível filiação do presidente. Mas disse “manter conversas” com Bolsonaro e Flavio Bolsonaro.

26 de abril de 2021

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O novo nome ainda não foi aprovado pela corte eleitoral (Foto: Reprodução)

A diretoria do Partido da Mulher Brasileira (PMB) aprovou no sábado (24) a mudança de nome para Brasil 35. A sigla é comandada por Suêd Haidar Nogueira e é uma das cotadas para o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), se filiar. O mandatário está sem partido desde que deixou o PSL, em novembro de 2019, para tentar criar o Aliança pelo Brasil.

O PMB, fundado em 2008, elegeu 46 vereadores e uma prefeita nas eleições municipais de 2020. Conquistou o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2015. Na esfera federal, não elegeu nenhum deputado ou senador. Tem 48.341 filiados. O novo nome ainda não foi aprovado pela corte eleitoral.

Ao jornal O Globo, Haidar negou que a mudança do nome tenha relação com uma possível filiação do presidente. Mas disse “manter conversas” com Bolsonaro e seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

“Houve, sim, uma conversa com o presidente. E tem que existir diálogo. A gente continua conversando com todos os partidos. O partido não tem que entrar numa bola dividida que não é nossa. Foi uma conversa muito tranquila, de discussão da questão das pautas necessárias, que foram várias, por exemplo, a questão da saúde, educação. E da possibilidade de o presidente vir [para o PMB] foi feita da forma que ele deve ter procurado conversas com outros partidos. Não foi só com a nossa equipe”, disse o presidente nacional do Brasil 35 à publicação.

Em março, o mandatário disse que estava “namorando” uma sigla na qual possa ser dono de sua estrutura partidária, mas não disse qual. Antes já havia dito que, se seu novo partido não fosse formado até março, procuraria outro.

Amazonas está unificado com diretório nacional

De acordo com o presidente estadual do partido no Amazonas, Charles Sampaio, a alteração no nome já estava sendo cogitado desde 2017 e, após pesquisas nos estados, chegaram em um consenso no nome Brasil 35. O partido que, apesar de ser intitulado da mulher, é comandado por um homem que afirmou que o diretório estadual está unificado com as decisões nacionais.

Sobre um possível filiação de Bolsonaro ao partido, após a alteração de nome e já pensando nas eleições de 2022, Charles disse que esse tipo de conversa é normal.

“Conversar com todo mundo é normal, mas isso não quer dizer que a, b ou c vem para dentro do partido. São conversas que no meio político são normais”, já sobre apoio regional quanto a uma possível filiação, ele disse que o partido é unificado. “Nós somos unificados, então o que a nacional [decidir] nós confiamos, nós somos um só corpo. Se de repente isso acontecer, porque ainda não aconteceu, a gente acompanharia com certeza [o apoio a Bolsonaro]”, disse.

Questionado sobre se a alteração do nome seria um retrocesso, tendo em vista a pequena representatividade feminina na política, Charles foi enfático ao dizer que isso não acontecerá “de maneira nenhuma”.

“Nunca. [essa alteração] Só veio para fortalecer. O nome mais bonito e mais provável do que Brasil [35] é difícil você encontrar, é o nome do nosso país. Eu vejo que isso é um fortalecimento, com certeza, porque só nome já diz: Brasil. Quando falamos de Brasil, falamos como um todo, homens e mulheres”, afirmou.

Texto: Milena Soares, com informações do Poder 360

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