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quinta, 06 de maio de 2021

Para vereadores favoritismo de Lula é ‘vergonha’ ou ‘vontade do povo’

O resultado da pesquisa que indica empate técnico entre Lula e Bolsonaro em Manaus gerou criticas de apoiadores do atual presidente e celebração de partidos da esquerda.

25 de março de 2021

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Na pesquisa, Lula aparece com 38,3% das intenções de voto, contra 27,8% do atual presidente (Foto: Ricardo Stuckert/AFP)

Com vereadores em sua maioria apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e apenas dois explicitamente contra, os parlamentares municipais de Manaus comentaram ao RealTime1 sobre a pesquisa da Perspectiva Mercado e Opinião que aponta o favoritismo do ex-presidente Lula na intenção de votos dos amazonenses para 2022.

O vereador e apóstolo Marcel Alexandre (Pode) chamou a pesquisa de “perca” (sic) de tempo e disse que as eleições só serão decididas nas urnas e, ainda assim, o resultado será passível de desconfiança. Na sua fala, Marcel aproveitou para fazer um desabafo sobre como enxerga a situação política do país.

“Nós estamos vivendo uma época de comunicação não comunicável, fakes, enganações, seduções e direções absurdas desde a nossa Suprema Corte a qualquer outro [órgão]. Vivemos um tempo em que os resultados serão [àqueles] que aparecerão no dia da eleição e ainda não saberemos se é verdade que o povo votou ou se o sistema conduziu ao resultado. Acho que tudo é uma perda de tempo, uma insegurança infeliz e uma vida tão desagradável. Pra mim, é mais um fato que está passando por aí e eu só estou olhando, até porque se for verdade [o favoritismo de Lula], que vergonha”, desabafou.

O discurso sobre o descrédito ao sistema eleitoral é parecido com o que Bolsonaro utilizou, após as eleições de 2018, quando foi eleito. E tem sido utilizado, rotineiramente, por seus apoiadores.

‘Centrão’ quer acabar com polarização

Já o líder do prefeito na Câmara, Marcelo Serafim (PSB), cujo partido faz parte atualmente do bloco “centrão”, afirmou que é muito cedo para falar em favoritismo e que muita coisa pode acontecer. Serafim é critico ao governo Bolsonaro.

“Eu acho que o Brasil vive uma polarização que não é de agora entre o petismo e a direita que, nesse momento, é capitaneada pelo presidente Bolsonaro. A gente tem que dar tempo ao tempo e esperar para ver o que vai acontecer em 2021. Óbvio que se a economia se recupera, o presidente leva vantagem, se não ele deixa de ter essa vantagem, mas como eu sou extremamente partidário, eu preciso esperar as orientações nacionais do meu partido para ver qual é o posicionamento, mas provavelmente o partido trabalhará em um linha que tente quebrar essa polarização tanto da esquerda quanto da direita”, disse.

Conforme Serafim, a polarização, muitas vezes, acaba caminhando para extremismos que são muito perigosas para o Brasil. Segundo o vereador, o País precisa de unidade e, na percepção dele, o próximo presidente precisará trabalhar na unificação da nação e não na divisão.

Petista comemora

Único parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT), na Câmara, Sassá da Construção Civil disse que a pesquisa mostra a vontade do povo de voltar a ter um governo que gere emprego e cuide da população.

“Essa tendência, com certeza, vai crescer ainda mais, porque o governo atual só ataca a Zona Franca e não tem projetos. Então, a tendência é o PT crescer no Amazonas mesmo. O caboclo do interior tem ‘luz para todos’, ‘minha casa, minha vida’, ‘universidade para todos’ e isso repercute muito. O que nós temos hoje, é um governo atacando pobre e o povo [em geral]. Logo, a única solução que as pessoas veem é reconhecer o trabalho do PT no Brasil e no Amazonas. O povo está vendo que é melhor o PT no poder do que o Bolsonaro”, afirmou.

O petista disse também que Bolsonaro “caça briga” com outros países e critica a ciência e é antivacina e que sua postura sobre isso tem mudado, justamente por causa do Lula.

“Depois que morreram 300 mil pessoas, ele quer mudar, defender a vacina? Porque a mídia tem tudo gravado que ele disse que a vacina não servia de nada. Ele nunca usou máscara, começou a usar depois que o Lula fez a coletiva e tomou a vacina. Por que? Porque ele sabe que o povo não é besta. Eu acho que o Bolsonaro teve tudo para ser um bom presidente e não fez, ignorou a medicina, os médicos e o País”, concluiu.

Texto: Milena Soares

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