quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Não vai ter 'pizza': para 38% dos brasileiros, CPI atingirá objetivos

Segundo levantamento EXAME/IDEIA, 38% acreditam que a CPI vai apontar culpados pelas falhas no combate à pandemia, aumentar o ritmo da vacinação e a elevar valor do auxílio.
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Contrariando o senso comum de que toda CPI acaba em pizza, a pesquisa EXAME/IDEIA divulgada nesta sexta-feira (7) aponta que a maioria dos brasileiros acredita que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid – que investiga atos e omissões dos governos federal e estaduais durante a pandemia – vai atingir os objetivos.

De acordo com o levantamento, 38% dos entrevistados acreditam que a investigação vai apontar os culpados pelas faltas no combate à pandemia, aumentar o ritmo da vacinação e aumentar o valor do auxílio emergencial de renda.

Já para 29% das pessoas abordadas, a CPI não vai dar em nada. Outros 20% acreditam que a investigação vai alcançar somente dois dos três objetivos citados; enquanto 13% creem que apenas uma meta será batida.

Fonte: EXAME/IDEIA

Aprovação

Com relação à aprovação do processo no Senado Federal, a maioria esmagadora dos brasileiros se diz favorável à CPI da Covid. De acordo com os números da pesquisa, 59% dos entrevistados aprovam a investigação, 34% nem aprovam nem desaprovam e apenas 7% desaprovam.

Resultados

A mesma pesquisa aponta ainda que a maioria dos entrevistados (41%) espera, como resultado prático da CPI, o aumento no ritmo de vacinação no país. Já para 32% das pessoas, o mais importante é que o relatório da CPI aponte os culpados pela falta de vacinas e de equipamentos
(oxigênio, por exemplo) para lidar com a pandemia. Enquanto isso, 15% esperam um aumento no valor do auxílio emergencial.

Para esta pergunta, 9% não souberam opinar e 3% apontaram outros resultados.

Quando perguntados sobre a atuação do Governo Federal após a investigação, 45% dos entrevistados acreditam em uma mudança na abordagem do presidente Jair Bolsonaro em relação à pandemia; já para 30% não vai haver mudanças; enquanto 25% não souberam responder.

“Quando a gente pergunta o que as pessoas gostariam que mais sofresse uma alteração em termos de abordagem é obviamente o ritmo de vacinação. Mais uma vez é um dado que corrobora o fato de que uma das variáveis críticas para a popularidade presidencial é o ritmo de vacinação”, diz Maurício Moura, fundador do IDEIA, instituto especializado em opinião pública.

Sobre a pesquisa

A pesquisa ouviu 1.230 pessoas, com idades igual ou superior a 16 anos de todas as regiões do país.

O estudo tem grau de confiança igual a 95%, aceitando uma margem de erro máxima prevista de aproximadamente 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Reportagem: Lucas Raposo

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