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sexta, 22 de outubro de 2021

Médicos da Prevent eram obrigados a cantar hino com mão no peito

Advogada de ex-médicos da operadora Prevent Senior revelou ainda que o lema nazista "obediência e lealdade" segue válido e usado pelos profissionais da empresa.

28 de setembro de 2021

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Eduardo (o segundo à esquerda) e Fernando (primeiro à direita), da banda Doctor Pheabes, são os donos da Prevent Senior (Foto: Reprodução)

A advogada do grupo de ex-médicos da Prevent Senior, Bruna Morato, informou ao depor na Comissão Parlamentar de Inquérito, nesta terça-feira (28), que a equipe médica era obrigada a cantar com a mão no peito um hino da empresa e seguia o lema “Obediência e Lealdade”, que foi adotado originalmente pela guarda Schutzstafell, a SS, guarda policial do partido nazista alemão

Bruna Morato afirmou que o lema “obediência e lealdade”, da Prevent Senior, foi instituído em 2015 e continua sendo utilizado até hoje, inclusive pelo diretor-executivo, Pedro Benedito Batista Júnior, que na semana passada, ao depor na CPI, disse que o lema era usado por um outro médico, de nome Anderson, mas que foi desprezado em 2015.

“Lema esse que ele [Batista Júnior] levou muito a sério e propagou para todos os seus subordinados. É lema da empresa, sempre foi lema, e continua sendo propagado. É graças a esse lema que a empresa continua usando a política de coerção”, afirmou Bruna Morato, segundo a qual não havia autonomia para os médicos.

Sobre o hino da Prevent que os médicos deveriam cantar com a mão no peito, Bruna Morato acrescentou que os proprietários da operadora, os irmãos Eduardo e Fernando Parillo, são vocalista e guitarrista respectivamente da banda de hard rock Doctor Pheabes e que em eventos na empresa eles tocavam o hino com o acompanhamento dos médicos com a mão no peito.

“É uma empresa que tem hino, para ser cantado com mão no peito, que tem um lema nazista, que promoveu um tratamento que não tinha eficácia, que se aliou a um governo negacionista. Essa é a Prevent Senior”, afirmou o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Texto: Gerson Severo Dantas

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