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sexta, 07 de maio de 2021

Investidas de governistas visam dividir culpa na CPI, avalia cientista

Na avaliação do doutor em Ciência Política, Paulo Emílio Douglas de Souza, a base aliada do governo força narrativas ensaiadas desde 2020, para dividir a culpa pela pandemia.

29 de abril de 2021

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Minoria na CPI da Pandemia, base aliada do governo força ações para deslegitimar as investigações (Foto: Agência Senado)

As tentativas da base do governo em desqualificar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, têm apenas um intutito na avaliação do doutor em Ciência Política e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Paulo Emílio Douglas de Souza: dividir a culpa do governo federal com os estados e municípios.

Durante as duas sessões da CPI realizadas até o momento, não foram raros os desentendimentos entre os parlamentares alinhados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e os membros da Mesa Diretora.

Os ataques da primeira reunião foram direcionados para desqualificar a indicação do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Os senadores Marcos Rogério (DEM-RO), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Jorginho Mello (PL-SC) levaram o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“O motivo é simples: dividir a culpa desse descalabro recente da saúde pública brasileira com Estados e Municípios ou, o que dá no mesmo, retirar o foco ruim do presidente Bolsonaro e seus ministros ineptos transferindo-o para os demais entes da Federação”, aponta o professor afirmando que o comportamento dos governistas é uma narrativa ensaiada desde o início da pandemia.

“A narrativa ensaiada já naquele momento previa o seguinte: se a conduta adotada principalmente por Bolsonaro (negar a gravidade do vírus, criticar o isolamento e o lockdown) agravar a pandemia, a culpa deve ser creditada a Estados e Municípios, que não fizeram sua parte. Se, por outro lado, o curso da pandemia não se mostrar muito dramático, o presidente tinha razão – e não sacrificou a economia com isolamentos desnecessários”,

Ainda segundo Paulo Emílio, o desenrolar da CPI pode ser apresentar duas perspectivas. A primeira avalia a reação do Legislativo e do Judiciário aos “abusos e omissões do Executivo federal no enfrentamento da pandemia” e a segunda apresenta o termômetro para as eleições 2022.

Por Giovanna Marinho

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