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sexta, 28 de janeiro de 2022

Ex-superintendente da PF no Amazonas volta a atacar Governo Bolsonaro

Alexandre Saraiva encaminhou ao Ministério Público Federal uma representação denunciando a intenção do governo de dificultar a ação da Polícia Federal na Amazônia.

13 de dezembro de 2021

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Alexandre Saraiva comandou a maior apreensão de madeira ilegal extraída da Amazônia, bateu de frente com ministro e hoje trabalha num posto da PF no interior do Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)

Nesta segunda-feira (13), o ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, denunciou ao Ministério Público Federal a manipulação orquestrada pelo Ministério da Justiça para dificultar a alocação de agentes da PF na região que compreende os Estados da Amazônia.

Conforme a representação, uma portaria assinada pelo ministro Anderson Torres, que é também delegado federal, mudou critérios para que agentes da polícia federal recém-formados na Academia evitem ser mandados para postos na Região Amazônica e possam optar por trabalhar em Brasília aproveitando-se do “apadrinhamento” de algum poderoso.

“A pratica do apadrinhamento fez (no passado) com que muitos policiais deixassem de atuar nas lotações de difícil provimento”, escreveu Saraiva na representação encaminhada aos MPFs dos Estados do Norte, onde o déficit de agentes é maior e o crime organizado atua com mais tranquilidade.

“Deste modo, a Direção Geral estará livre para lotar em Brasília quantos (agentes) quiser. Esta circunstância denota a intenção de desviar muitos futuros policiais da Região Amazônica, do Pantanal e das fronteiras para Brasília. Assim, o texto da portaria nº 15.755-DG/PF traduz um verdadeiro ‘brasilionocentrismo'”, diz a representação.

Essa é mais uma fonte de enfrentamento de Saraiva contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, de quem foi aliado próximo e até apareceu duas vezes nas transmissões ao vivo que ele faz as quintas-feiras.

O primeiro embate entre os dois aconteceu em abril, quando Saraiva denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles por advocacia administrativa e por tentar impedir o trabalho da polícia na operação que realizou a maior apreensão de madeira ilegal da história da polícia. Na época, Salles criticou o trabalho do delegado no comando da Superintendência do Amazonas.

Logo depois deste episódio, Saravia foi retirado do posto em Manaus e transferido para uma delegacia da PF em Volta Redonda, interior do Rio de Janeiro. Após conceder entrevista para explicar a briga com o ministro, Saraiva passou a responder um processo administrativo por falar com a imprensa sem autorização da direção geral.

Texto: Gerson Severo Dantas, com informações do portal UOL

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