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segunda, 08 de agosto de 2022

Ex-paciente sustenta discurso de que ‘para Prevent, óbito também é alta’

Tadeu Andrade revelou que médicos da Prevent tentaram convencer suas filhas a autorizarem a transferência dele para um leito no qual receberia morfina para morrer sem dor.

7 de outubro de 2021

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Tadeu Andrade contou que as filhas não aceitaram a transferência dele para um leito comum onde ele morreria sem dores (Foto: Reprodução)

Em depoimento prestado nesta quinta-feira (7), na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 do Senado Federal, Tadeu Frederico Andrade revelou que sua família foi procurada por médicos da Prevent Senior para convencê-la de que ele deveria ser retirado da UTI e passar a ter apenas tratamentos paliativos por terem considerado que seu caso não tinha mais solução.

Segundo Andrade, os médicos da Prevent informaram à família de que os seus rins e pulmões estavam comprometidos.

“O argumento foi de que seria mais confortável e digno para o paciente morrer com a bomba de morfina”, revelou, deixando consternados os senadores da CPI. O depoente disse ainda que os médicos só desistiram de removê-lo da UTI após os familiares ameaçarem procurar a Justiça e a mídia.

Tadeu Frederico de Andrade acredita que outros pacientes da Prevent Senior foram encaminhados para os chamados “cuidados paliativos”.

Para os parlamentares da CPI, a medida era adotada pela operadora de saúde para retirar pacientes dos leitos de UTI e reduzir custos.

“Pelo menos um caso. Uma das minhas filhas relatou que fez amizade com uma mulher que estava acompanhando a avó dela num leito de UTI próximo ao meu. Elas se encontraram várias vezes. Pelo que a gente sabe, essa senhora foi para cuidados paliativos e veio a óbito. Não posso generalizar, mas esse caso minha filha testemunhou. Eu não fui o único. Acredito que muitos outros tenham ido a cuidados paliativos”, contou o ex-paciente da Prevent.

O depoimento de Tadeu cabe e sustenta a denúncia feita pela advogada de ex-médicos da Prevent Senior, Bruna Morato. Ela disse, à CPI, no dia 28 de setembro, que a empresa sugeria reduzir o nível de oxigênio de pacientes internados nas UTIs dos hospitais da rede, de modo a liberar os leitos. 

Segundo a advogada, a orientação era que “óbito também é alta”. A expressão chocou os senadores na CPI. 

Texto: Gerson Severo Dantas, com informações da Agência Senado

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