Em um ano de mandato como prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) cumpriu apenas cinco das 60 promessas que apresentou em seu plano de governo na eleição de 2020. 15 propostas de governo estão sendo criadas em parte pela atual gestão, enquanto outras 37 não foram cumpridas. Três promessas não foram avaliadas por falta de dados comparativos, que ainda serão coletados ao longo de 2022.
Não foi possível avaliar se a gestão atingiu metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb); reduziu o déficit habitacional e as condições precárias de habitação; e se colocou Manaus entre as três cidades brasileiras mais transparentes.
O controle foi divulgado pelo Portal G1, que utiliza uma ferramenta on-line para acompanhar a execução das promessas de David Almeida.
Das cinco promessas cumpridas, duas são das áreas de educação e cultura, outras duas são da área de saúde e uma é da área de administração. Na educação e cultura, criou e implantou projeto para capacitação de docentes e técnicos e cumpriu a promessa de oferecer café da manhã e almoço nas escolas municipais.
Na área de administração, incrementou a receita sem aumento da carga tributária. Já na área de saúde, passou a ofertar exames clínicos, laboratoriais, odontológicos e oftalmológicos para os estudantes matriculados na rede municipal de ensino. Além disso, ampliou para 75% a cobertura da atenção básica em saúde para 67,28% da população.
Saúde tem menos promessas cumpridas
Das promessas não cumpridas, grande parte é da área de saúde – totalizando nove propostas. David havia prometido integrar toda a rede municipal de saúde, se possível até com a rede estadual; não implantou centrais de dispensação de medicamentos nos quatro distritos de Manaus; prometeu reduzir em 10% a taxa de mortalidade infantil, mas ao invés disso a taxa aumentou em seu primeiro ano como prefeito de Manaus (de 12,8% para 14,6%).
Além disso, a prefeitura não implementou o programa ‘Saúde em Movimento’, que prevê a realização de serviços de saúde itinerantes à população, como vacinação, odontologia, oftalmologia e funcionamento do corpo; não ampliou o número de Centros de Apoio Psicossocial (CAPs); não colocou em prática o programa “Saúde da Mulher”; não tirou do papel a unidade móvel de saúde do homem; não ampliou o espaço físico do Centro de reabilitação, que continua apenas com três unidades; e também não ampliou os centros de especialidades odontológicas e nem criou laboratórios de prótese.
O que diz a Prefeitura de Manaus?
A Prefeitura informou que o projeto para integrar toda a rede municipal de saúde está previsto para começar em 2022 com a implantação do Centro de Inteligência e Tecnologia em Saúde (CITIS). Sobre o programa “Saúde em Movimento”, segundo a prefeitura, o projeto constará nas programações anuais a partir de 2023. A ampliação do número de CAPs ocorrerá com a entrega de duas unidades em 2022 e outras cinco em 2024. O programa “Saúde da Mulher” não foi implementado, mas a prefeitura diz que em 2021 realizou ações voltadas especificamente ao público feminino.
A atual gestão diz, ainda, que a Unidade Móvel de Saúde do Homem ainda não foi implantada porque está em análise para adequações e compatibilização à Política Nacional de Atenção Básica (PNBA). Sobre a ampliação dos Centros de Especialidades Odontológicas e criação de laboratórios de prótese, a Prefeitura informou que o acesso às unidades estavam restritos por causa da pandemia e que ele foi retomado de forma gradativa. Até então, segundo o órgão, os centros atendiam somente casos de urgência.
Texto: Isac Sharlon
Leia Mais: