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sexta, 30 de julho de 2021

Braga ‘esquece’ que defendeu abertura do comércio em dezembro

Crítico da gestão de Wilson Lima (PSC) e em busca da cadeira de governo do Estado, o senador Eduardo Braga (MDB) chegou a afirmar que não era "hora de fechar o comércio".

15 de junho de 2021

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No período em que o governo assinou o decreto para fechar os serviços não essenciais, Manaus possuía mais de 90% das UTIs ocupadas (Foto: Agência Senado)

Fervoroso nas críticas feitas durante as sessões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, às possíveis faltas de atitudes do Governo do Amazonas para conter o avanço da doença no estado, o senador Eduardo Braga (MDB) foi um dos parlamentares que apoiou a abertura do comércio em dezembro, quando por meio de um decreto, Wilson Lima (PSC), buscava tornar mais rígido as medidas restritivas no Amazonas fechando as atividades do comércio, por exemplo. A decisão do governador levou centenas de pessoas às ruas que, após pressão, recuou.

À época, durante o anúncio do decreto, o governador e o agora ex-secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, justificaram que o fechamento das atividades não essenciais era uma medida sanitária necessária para reduzir a taxa de contaminações pelo coronavírus e, consequentemente, frear a busca por leitos na capital amazonense, que naquele período já superava a marca de 90% de ocupação e o número de mortes passava de cinco mil.

Hoje, falando em omissão por parte do governo estadual, Braga pareceu ter esquecido de que, em dezembro, dizia que “não é hora de fechar o comércio” e defendia o retorno dos serviços, inclusive publicando vídeos e reportagens sobre as manifestações que ocorriam em Manaus.

“Faço um apelo para que este decreto seja revisto”, dizia uma publicação do senador emedebista em defesa da reabertura do comércio não essencial com a implementação de medidas sanitárias.

Dias após os protestos, Wilson Lima voltou atrás no decreto mediante assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelos comerciantes, o que na prática não surtiu efeito, uma vez que as lojas e centros comerciais foram diversas vezes criticados pelas aglomerações vistas em decorrência das compras típicas para as festas de fim de ano.

Medidas poderiam conter a curva

Enquanto relembrava as incitações às manifestações em Manaus contra medidas anti-Covid feitas por políticos bolsonaristas como os deputados Omar Terra (MDB-RS) e Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), a deputado Bia Kics (PSL-DF), o senador Humberto Costa (PT-PE) perguntou à Marcellus Câmpelo na oitiva da CPI, desta terça-feira (15), se o impacto das medidas restritivas de dezembro poderiam reduzir números de mortes em janeiro.

O ex-secretário foi enfático ao afirmar que o distanciamento social era uma forma de frear as contaminações contra a Covid-19 enquanto o sistema de saúde era estruturado para receber mais doentes.

“As restrições ajudam a achatar a curva de contaminação. Consequentemente da necessidade de internações e de óbitos. Era esse o pedido da rede [de saúde] para poder dar um tempo de conseguirmos organizarmos mais a rede para a alta demanda explosiva que estava se efetuando”, reforçou Câmpelo.

Texto: Giovanna Marinho

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