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sábado, 29 de janeiro de 2022

Bolsonaro ‘pacífico’: oposição desconfia, Silas diz que foi Deus

Após ataques de Jair Bolsonaro ao STF e à Democracia no dia 7 de setembro, o presidente divulgou nota oficial dizendo que nunca teve intenção de agredir os demais poderes.

10 de setembro de 2021

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Serafim Corrêa, Omar Aziz e Marcelo Ramos desconfiam da intenção pacificadora do presidente, um político conhecido por estimular a beligerância (Foto: Reprodução)

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) disse, nesta sexta-feira (10), que torce para que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenha sido sincero ao divulgar uma nota oficial dirigida à Nação pedindo desculpas pelos discursos antidemocráticos feitos no 7 de Setembro. O deputado, contudo, desconfia das reais intenções do presidente.

“Torço para que seja o primeiro passo para o distensionamento, mas tenho muitas suspeitas que o recuo não é sincero e deveu-se, apenas, para evitar o impeachment”, avaliou Serafim.

Na “Declaração à Nação”, Bolsonaro afirma que nunca teve “intenção de agredir quaisquer dos poderes” e que “as pessoas que exercem o poder não têm o direito de ‘esticar a corda’, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia”.

A carta foi divulgada dois dias após o presidente dizer durante manifestação antidemocrática no dia 7 de setembro que não mais cumpriria decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Já o deputado federal Marcelo Ramos (PL) diz ter clareza que não será o presidente Bolsonaro capaz de dar respostas ao desemprego, à fome e à inflação. Para o vice-presidente da Câmara Federal, ao publicar a nota, recuando seu comportamento, o presidente “para de atrapalhar”.

O senador Omar Aziz (PSD) considerou o dia de ontem como “histórico”. “Se for ato genuíno, é louvável. Se for jogada para liberação do recurso de precatórios para programas eleitoreiros em 2022, é lastimável. Estaremos alerta!”, escreveu o senador Omar Aziz.

Pedido de pacificação a Deus

Da base aliada ao governo Bolsonaro, o único a responder ao RealTime1, o deputado federal Silas Câmara (Republicanos) disse que a carta de Bolsonaro foi uma resposta ao movimento cristão no Amazonas, que, no 7 de setembro, pediu a Deus pela pacificação do País.

“Nós oramos para que Deus desse uma saída pacífica. Essa é a resposta que pedimos a Deus. Esperamos que tenha robustez, e com certeza, o Poder que quiser se entender, ali (na carta) tem toda indicação que queremos paz”, disse o deputado.

Texto: Aldizângela Brito

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