quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Bancada reage à permissão para Pazzuello ficar calado na CPI

Interrogado na próxima quarta-feira (19) o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazzuello, assegurou no Supremo Tribunal Federal uma liminar que garante o direito de ficar calado.
COMPARTILHE

Após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, nesta sexta-feira (14) concedendo autorização para o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazzuello ficar calado durante perguntas da CPI da Covid, membros da bancada amazonense usaram suas redes sociais para se posicionar sobre o assunto.

O primeiro a emitir opinião foi o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD) que lamentou a liminar de Lewandowski. O parlamentar já havia pedido que o habeas corpus não fosse concedido a Pazzuello para assegurar que todas as dúvidas acerca dos assuntos relacionados aos nove meses em que ele esteve a frente da pasta fossem esclarecidos.

Logo em seguida, o colega de sigla de Omar, deputado Sidney Leite (PSD) fez uma linha de reflexão contra o silêncio de Pazzuello na CPI, algo que ele chamou de “absurdo” e uma “obstrução aos trabalhos da CPI” que tem como uma das finalidades esclarecer a crise da falta de oxigênio no Amazonas, sob administração do ex-ministro.

Por fim, novamente valendo-se da ironia, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL) disse que as críticas bolsonaristas contra o STF são válidas apenas para as decisões desfavoráveis ao governo federal. Apesar de conciderar uma “covardia” de Pazzuello não responder os questionamento, segundo ele, foi respeitado o Direito Constitucional.

O ex-ministro deverá ser interrogado pelos senadores da CPI da Covid na próxima quarta-feira (19) para esclarecer fatos relacionados ao período no qual comandou o Ministério da Saúde. Dentre os títulares, Pazzuello foi o que mais tempo permaneceu no cargo durante a pandemia.

Texto: Giovanna Marinho

Leia mais:

COMPARTILHE