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sábado, 21 de maio de 2022

Após o fim da Covid, Brasil vai encarar ‘pandemia’ de miséria e fome

Desigualdade social cresceu no País ao longo da pandemia de Covid-19 e hoje a renda dos 20 mais ricos equivale a mesma de 60% da população, diz relatório de ong.

17 de janeiro de 2022

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Números do relatório Desigualdade Mata confirmar previsão do ex-presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz, sobre o crescimento da miséria e criminalidade no País (Foto: Reprodução)

‘A pandemia de Covid-19 está próxima do fim’ é uma afirmativa, cheia de esperança, que já reuniu tanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) quanto o professor da Universidade Federal de Pelotas Pedro Halal, um dos maiores críticos do Governo Federal na condução de enfrentamento à pandemia.

No entanto, como advertiu o senador e ex-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, Omar Aziz (PSD), o país vai enfrentar neste ano algo bem pior: uma “pandemia de miséria”.

De acordo com Omar Aziz, em todas as grandes cidades a pobreza está invadindo as ruas. Ele citou a explosão do número de moradores de ruas, o aumento da criminalidade e dos “pedintes” nas esquinas brasileiras.

“Nós temos de nos preocupar agora com a situação social do País, que não será fácil em 2002”, disse o senador ao RealTime1.

E os números da desigualdade corroboram a previsão do senador pelo Amazonas. Enquanto o número de bilionários brasileiros na tradicional lista da revista Forbes incorporou 13 empresários, o número de desempregados bateu em quase 14 milhões em 2021.

“Aqui no shopping a invasão de pessoas pedindo ajuda é uma realidade na praça de alimentação”, diz um garçom que trabalha num dos principais restaurante de um centro de compras localizado na avenida Djalma Batista.

A desigualdade mata

O relatório “A Desigualdade Mata”, produzido pela organização Oxfam Brasil divulgado, neste domingo (16), para ser lido e discutido no Fórum Econômico de Davos (SUI), traduziu em números uma realidade brasileira que se espalhou o mundo. “Os 10 homens mais ricos do mundo têm hoje seis vezes mais riqueza do que os 3,1 bilhões mais pobres do mundo”, diz o relatório, sendo que 3,1 bilhões representa aproximadamente 40% dos 7,8 bilhões de habitante do mundo.

Especificamente sobre o Brasil, o relatório mostra que “os 20 maiores bilionários do país têm mais riqueza do que 128 milhões de brasileiros (60% da população)”.

Essa situação, contudo, só ficou pior com a pandemia, mas já se arrastava desde 2018, diz o relatório com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Em 2018 o Brasil era o oitavo país mais desigual do planeja e a desigualdade de renda havia atingido o maior patamar desde 2012, pois a renda dos 10% mais ricos era 13 vezes superior à média dos 40% mais pobres. Negros e mulheres, base da pirâmide social brasileira, continuam sendo os mais afetados nesse contexto”, afirmou o coordenador de Pesquisa e Incidência em Justiça Social e Econômica da Oxfam Brasil, Jefferson Nascimento.

600 mil empresas foram à falência

Outro dado alarmante do relatório trata do emprego em tempos de pandemia, pois entre abril de 2020 a abril de 2021, estima-se que 377 brasileiros perderam o emprego a cada hora. No pior momento foram 1.4 mil. No polo de geração de emprego o baque também foi alto, pis quase 600 mil empresas faliram neste período.

A fome disparou durante a pandemia. Em dezembro de 2020, 55% da população brasileira estava em situação de insegurança alimentar, o que equivale a 116,8 milhões de brasileiros sem ter certeza de quando e como ira se alimentar. Esse contingente é equivalente à população conjunta da Alemanha e Canadá.

O relatório também mostra que 9% dos brasileiros passavam fome, ou seja 19,1 milhões, população superior à da Holanda.

“Isso representa um retrocesso aos patamares verificados em 2004. O vírus da fomes afeta mais as mulheres e os negros no Brasil: 11,1% dos domicílios chefiados por mulheres e 10,7% dos domicílios liderados por negros passavam fome no fim de 2020, em comparação com em comparação com 7,7% dos domicílios chefiados por homens e 7,5% das famílias encabeçadas por brancos”, relata Jefferson Nascimento.

Texto: Gerson Severo Dantas, com informações da Oxfom Brasil

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