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sexta, 30 de julho de 2021

Anistia Internacional diz que Governo poderia evitar 305 mil mortes no país

Jurema Werneck também afirmou que o Brasil não registrou 'ondas' de casos da doença, mas sim uma tsunami contínua que representa uma tragédia para milhares de famílias.

24 de junho de 2021

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Das 507 mil mortes por Covid-19, Anistia Internacional avalia que 305 mil eram evitáveis se governo federal tivesse agido corretamente (Foto: Divulgação)

A representante da Anistia Internacional e do movimento Alerta, Jurema Wernenck, afirmou, em depoimento prestado à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, nesta quinta-feira (24), que 305 mil mortes em decorrência desta doença registradas no Brasil eram evitáveis e o Governo Federal tem responsabilidade sobre “o número exorbitante, uma vez que o total de mortes chegou a 507 mil”.

“Gente, é uma pandemia! Não é o prefeito sozinho que dará conta. A ameaça é nacional e de quem seria a coordenação dos esforços para encarar essa ameaça?”, disse Jurema, referindo-se ao Ministério da Saúde.

Sobre o conceito de ondas de casos, Jurema Werneck afirmou que isso não aconteceu no Brasil, pois o número de casos nunca baixou para depois subir de novo. “A gente não está em onda, estamos sendo arrastado por uma Tsunami, uma grande tragédia”, atestou.

Para ela, o governo brasileiro não toma as medidas necessárias de vigilância em saúde, não controle a pandemia e está sendo atropelados pelo novo coronavírus. “Sou do Rio e lá nós falamos em tomar caixote (bater de frente com as ondas do mar), mas nós nunca colocamos a cabeça para fora do mar”, comparou.

Já Pedro Hallal, coordenador do estudo Epi-Covid, o maior estudo epidemiológico sobre a doença realizado no Brasil, atribuiu diretamente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a responsabilidade pelas milhares de mortes evitáveis no País.

“Os senadores governistas dessa comissão até podem defender as medidas e ações do governo, mas não conseguem defender as ações e medidas do presidente. Foi ele quem falou que tomar vacinas poderia transformar as pessoas em jacaré, foi ele que desestimulou o uso de máscaras, que defendeu o vírus o tempo todo, promoveu aglomerações”, elencou o epidemiologista.

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