O Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Cidadania vão se unir numa federação para disputar a eleição deste ano. A decisão foi tomada pelas direções partidárias, nesta semana, e só falta fechar alguns palanques regionais para ser anunciada pelos presidentes das siglas Carlos Lupi e Roberto Freire.
Pedindo sigilo de fonte, um dirigente do PDT ouvido pelo RealTime1 explicou que a união dos partidos passou pela retirada da pré-candidatura à presidência da República do senador Alessandro Vieira, do Cidadania de Sergipe, em favor do candidato pedetista, Ciro Gomes.
Nos Estados, a única divergência está em São Paulo, onde o PDT poderá apoiar Marcio França, do PSB, e o Cidadania vai de Rodrigo Leite, do PSDB.
No Amazonas, as duas siglas são consideradas pequenas e saíram da eleição municipal de 2020 ainda menores. Na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o Cidadania tem apenas um representante, o vereador William Lauschner, o Alemão. O PDT não conseguiu eleger ninguém.
Já na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ocorre o contrário: o PDT tem um deputado estadual, o Adjuto Afonso, e o Cidadania não tem ninguém.
Na Câmara Federal, o PDT tem 25 deputados federais, que lhe garantem a décima-primeira maior bancada. Já o Cidadania, que é o antigo PCB, tem sete parlamentares e a vigésima bancada. Juntos, eles se equivaleriam ao PSDB, que tem a quinta maior bancada. O tamanho na Câmara Federal define o tamanho que a federação terá de propaganda gratuita de rádio e televisão e os recursos dos Fundos Partidário e eleitoral.
Texto: Gerson Severo Dantas
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