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quinta, 06 de maio de 2021

Secretaria de Saúde corre para evitar um colapso maior no interior

O Plano de Contingênciamento do Estado projeta ações voltadas para o combate a Covid-19 no interior do Amazonas que está na fase roxa do risco do contaminações pelo vírus.

27 de fevereiro de 2021

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Com o aumento das contaminações e, consequentemente, do número de internações por COVID-19, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) correr contra o tempo para incrementar o Plano de Contingência da Covid-19 no interior do Estado. O plano prevê o direcionamento de ações para os municípios polos, melhoria nos níveis de resposta às necessidades de cada localidade, adequação da estrutura das unidades e o aumento no número de leitos.

O plano para enfrentamento à Covid-19 no interior do Amazonas leva em consideração as características de cada região; e é um desdobramento do Plano de Contingência Estadual.

De acordo com o secretário executivo de assistência do interior, Cássio do Espírito Santo, os municípios polos estão recebendo visitas dos técnicos da SES-AM, Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e demais organizações para avaliação da estrutura das unidades.

“Estamos visitando e fazendo um levantamento em relação a recursos humanos, infraestrutura e de equipamentos necessários para adequar os municípios polos para atendimento da Covid-19. Isso já estava previsto no ‘Saúde nas Calhas’, um projeto inserido no Programa Saúde Amazonas, voltado para a assistência em saúde ao interior do Estado, e que está sendo antecipado para atender essa necessidade”, destacou.

Ampliação de leitos 

O secretário destacou também que está sendo montado um plano de ação para a implantação de leitos de UTIs nos municípios polos.

“A princípio os municípios de Tefé, Humaitá, Parintins e Tabatinga vão receber leitos de UTI, por serem municípios estratégicos para cada região do Estado, que possui dimensões continentais. Nós da SES, junto com o Ministério da Saúde, estamos fazendo um levantamento para saber se a UTI será resolutiva para o município e região; o que será preciso para a implantação da hemodiálise, serviço indispensável em locais com UTI; e também quanto à necessidade da contratação de profissionais especializado para atuar nesses municípios”, explicou.

De acordo com a proposta, os quatro municípios – Tefé, Humaitá, Parintins e Tabatinga – devem receber a implantação definitiva de 10 leitos de UTI, que servirão de apoio para os demais municípios de cada região.

A SES-AM elevou ainda, no decorrer do ano passado, de 49 para 194 os leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCIs) nos municípios do interior do estado, adequando à necessidade de cada região. Anteriormente, o interior possuía UCIs em apenas alguns municípios estratégicos e hoje elas estão presentes em todos os municípios do estado.

Os leitos de UCI são destinados a pacientes intermediários. Esses leitos possuem respiradores que possibilitam a ventilação mecânica do paciente por 6 a 8 horas.

Investimentos 

O Governo do Amazonas já anunciou o envio de R$160 milhões, referentes ao Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI), a 61 municípios do interior. A primeira parcela, no valor de R$30 milhões, foi repassada aos municípios no dia 19 de fevereiro.

A segunda parcela, no valor de R$20 milhões, deve ser paga no mês de março. O repasse do FTI irá reforçar a rede de assistência à saúde no interior do Amazonas, principalmente para o enfrentamento à pandemia de Covid-19.

Em 2020, o Estado repassou R$ 76 milhões para os 61 municípios, e apoiou a implantação de 875 leitos clínicos e de UCI para atendimento de Covid-19.

O secretário destacou ainda que a SES-AM está recebendo apoio logístico da Casa Militar, Força Aérea Brasileira (FAB) para envio da recarga de oxigênio e da Central de Medicamentos (Cema), que tem enviado insumos, medicamentos e EPIs conforme demanda dos municípios do interior.

Instalação de usinas 

O Amazonas já opera em 13 municípios, incluindo a capital, com miniusinas geradoras de oxigênio medicinal (O2), totalizando 33 equipamentos em funcionamento com produção independente de 16 mil metros cúbicos/dia do produto.

“Num primeiro momento instalamos as muniusinas nos municípios polos, em seguida nos subpolos e agora estamos instalando em municípios estratégicos e de difícil acesso, alocando cada equipamento conforme a necessidade da unidade”, explicou.

Os equipamentos chegaram ao estado através de fontes diversas. Entre elas, estão doações de movimentos sociais, aquisições do Ministério da Saúde, das próprias prefeituras e da White Martins.  O Hospital Sírio Libanês e a Fundação Itaú também integram a lista de doadores. O Governo do Amazonas, através da SES-AM, está em fase final de aquisição de mais 29 miniusinas, que serão destinadas a unidades da capital e do interior.

No interior do Amazonas as  seguintes unidades hospitalares contam com miniusinas em operação atualmente: Hospital Regional de Autazes (1); Hospital Regional de Nova Olinda do Norte (1); Hospital Regional do Careiro (1); Hospital Regional de Alvarães (1); Hospital Regional de Itacoatiara (2); UPA de Itacoatiara (1); Hospital de Campanha de Manacapuru (1); Hospital Regional de Parintins (2); Hospital de Maués (2); Hospital Regional de Coari (1); Hospital Regional de Humaitá (1); Upa Tabatinga (1); Hospital Regional de Tefé (1).

Concentradores 

Para os municípios menores, que possuem uma logística mais difícil de acesso e que não possuem estrutura para receber uma usina, foram entregues cerca de 440 concentradores de oxigênio, entre aquisição do governo do Amazonas e doações de instituições nacionais e internacionais.

Ao todo, 49 municípios do interior do Estado já foram beneficiados com a entrega dos equipamentos, que visam suprir a demanda nos leitos das unidades de saúde.

Os equipamentos são utilizados para armazenar e filtrar as moléculas de oxigênio que são retiradas do ambiente, purificadas, concentradas e enviadas ao paciente por meio de cânulas ou máscaras para manter a saturação ideal dos pacientes internados.

Além da instalação e distribuição de miniusinas e concentradores, a SES-AM adquiriu equipamentos de suporte avançado de vida, para suplementação das Salas Vermelhas/UCIs, dos municípios de referência e nas localidades que apresentaram aumento do número de casos.

Foram adquiridos: ventiladores mecânicos, monitores multiparamétricos, carro de emergência, bombas de infusão, gasômetros, desfibriladores/cardioversores, cilindros de oxigênio, tanque estacionários de oxigênio, CPAPS.  

A Central de Medicamentos (Cema) tem mantido a dispensação de insumos, EPIs, testes rápidos e medicamentos para os municípios, prevendo as necessidades de aumento do quantitativo desses itens, bem como tem estabelecido parcerias com outras entidades para garantir a agilidade no envio dos itens.

Para dar suporte à ampliação de leitos e serviços que estão sendo implantados nos municípios do interior, a secretaria está avançando também na contratação de profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros com experiência em UTIs, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas e demais profissionais necessários à adequada assistência em saúde.

Planos de Contingência Municipais 

Como suporte para o Plano de Contingência do interior, a Secretaria Executiva de Assistência do Interior orientou e solicitou a todos os municípios a elaboração dos Planos de Contingência Municipais, para o manejo dos pacientes suspeitos ou confirmados para COVID-19, incluindo as unidades de referência para cada município.

Também foi solicitada a atualização dos dados em dezembro de 2020 e janeiro de 2021, diante do recrudescimento da doença, com a recomendação expressa de manutenção das barreiras sanitárias, Unidades Básicas de Saúde de referência e adoção do tratamento precoce baseado em sinais clínicos, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Transferência de pacientes 

Segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), o interior do Amazonas encontra-se na fase roxa da situação epidemiológica da Covid-19 e como parte do Plano de contingência da Covid-19 no interior, o Governo do Amazonas, em parceria com o governo federal, montou uma estratégia para transferência de pacientes do interior para a capital.

As transferências são realizadas em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e do serviço de UTI aérea da SES-AM. A medida visa reduzir o tempo de espera de pacientes que estão internados em leitos de menor complexidade, nos hospitais dos municípios, para dar continuidade ao tratamento em leitos de maior complexidade, em hospitais de Manaus.

Transferências desse tipo vêm sendo realizadas desde o último dia 13. No total, 55 pacientes já foram transferidos pelo Governo do Amazonas, do interior para a capital.

Em paralelo às remoções da parceria com o governo federal, as transferências de pacientes via UTI aérea ou ambulâncias, seguem acontecendo de acordo com os protocolos estabelecidos pelo Sistema de Transferência Emergência de Regulada (SISTER).

De janeiro a 26 de fevereiro deste ano, foram realizadas 1.056 remoções de pacientes de municípios do interior para Manaus, por via aérea e terrestre, conforme levantamento da Central Única de Regulação de Agendamento de Consultas e Exames (Cura).

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