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terça, 20 de abril de 2021

Fiocruz: estudo incentiva uso da CoronaVac onde há variante P1 circulando

A pesquisa RebraCovid indicou 92,7% para uma análise secundária, onde se avaliava a prevenção da doença 14 dias após a primeira dose da vacina.

7 de abril de 2021

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AstraZeneca também será avaliada (Foto: Reprodução)

O médico infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Júlio Croda, esteve em Manaus nesta quarta-feira (7) para falar sobre a eficácia da vacina CoronaVac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, em casos confirmados pela infecção da variante P1 do coronavírus.

O poder do estudo, denominado RebraCovid, ficou em 92,7% para uma análise secundária, onde se avaliava a prevenção da doença 14 dias após a primeira dose da vacina.

“Como é um dado muito importante de saúde pública para a sociedade e também para a tomada de decisão de gestores, achamos por bem divulgar estes dados”, disse o pesquisador.

A pesquisa englobou 67.718 trabalhadores de saúde residentes em Manaus. Segundo o médico, o RebraCovid é o único estudo no mundo que estuda a efetividade nestes profissionais no contexto da variante P1.

Croda explicou que estes trabalhadores foram selecionados pelo alto risco de exposição, por terem sido o primeiro grupo a receber vacina em Manaus e pela possibilidade de uma detecção precoce de casos.

Dentre as particularidades da pesquisa, os trabalhadores da saúde deveriam apresentar pelo menos dois critérios para participarem do estudo: não testaram positivo pelo PT-PCR nos últimos 90 dias que antecederam o dia 19 de janeiro (data em que a vacinação começou na capital) e ter pelo menos um sintoma de doença aguda.

Croda alertou que o estudo ainda não tem tamanho de amostra suficiente para avaliar a efetividade na prevenção de hospitalizações e óbitos, mas pontuou a necessidade de dar continuidade às análises “porque novas variantes podem surgir e precisamos saber se a vacina continua funcionando”.

“Esses resultados são encorajadores porque demonstraram que a CoronaVac é efetiva na redução de risco de doença sintomática em um cenário com >50% de prevalência de P1, ou seja onde a maioria das infecções são por causa dessa nova variante. Isso incentiva o uso dessa vacina no Brasil e em outros países com a circulação da mesma variante”, concluiu Croda, ressaltando que o grupo de pesquisa também vai avaliar a mesma eficácia em relação à vacina AstraZeneca.

Texto: Rosianne Couto

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