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quinta, 06 de maio de 2021

Combate ao negacionismo exige conhecimento e políticas públicas

Mesa-redonda promovida pela Anpocs e Nexo Jornal analisou os problemas da desinformação e da falta de comprometimento do governo federal em promover informação científica

16 de março de 2021

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As discussões foram mediadas por Lilia Moritz Schwarcz, no destaque (Foto: Reprodução)

Na tarde desta terça-feira (16), a microbiologista e divulgadora científica Natalia Pasternak e a pesquisadora da Fiocruz Simone Kropf defenderam o uso da informação como principal arma na luta contra o negacionismo na ciência.

As duas cientistas também afirmaram que o negacionismo é prejudicial em um país que está sofrendo com um elevado número de mortes por Covid-19 pela falta de um posicionamento do governo federal em favor da ciência como fator de proteção da população brasileira.

Na análise das professoras, o problema da pandemia no país se agravou porque o Estado assumiu uma postura negacionista frente à pandemia e isso influenciou uma parcela da população, que passou a acreditar em absurdos, como se transformar em jacaré caso tome a vacina.

Segundo Pasternak, é papel dos cientistas e dos jornalistas divulgarem a boa informação, mas o Governo Federal também tem a obrigação de promover campanhas de esclarecimento sobre a doença e de fazer campanhas de vacinação, além de tomar medidas preventivas que protejam a população. Ela destacou que a ciência tem de ser uma questão de Estado.

Festival Anpocs Pública Nexo

Pasternak e Kropf foram as debatedoras do Festival “Quando começa o século 21?”, evento realizado virtualmente pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), por meio do Grupo de Trabalho Anpocs Pública, em parceria com o Nexo Jornal. O tema da mesa-redonda desta terça-feira foi “A velha e a nova revolta da vacina”. As discussões foram mediadas pela coordenadora do Grupo de Trabalho Anpocs Pública, Lilia Moritz Schwarcz (USP), que é secretária adjunta da Anpocs.

De acordo com o presidente da Anposc, o sociólogo André Botelho, o Festival tem por objetivo debater assuntos de grande repercussão pública e quinzenalmente promove um encontro entre um cientista social e uma personalidade pública dedicada à articulação e difusão de conteúdos científicos para conversar sobre temas centrais da agenda pública brasileira e mundial.

Paulo Augusto Franco, que é antropólogo, pesquisador pós-doutorando no Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo e membro da Anpocs Pública, destacou que o evento é importante por promover acesso ao conhecimento. “Ao buscar refletir sobre questões cruciais neste início de século no qual a pandemia de Covid-19 é traço contundente, o Festival visa promover encontros entre cientistas sociais e personalidades públicas que têm se dedicado aos desafios da comunicação científica no Brasil. Questões como a própria pandemia, as crises ligadas à democracia, às conquistas de direitos e à economia vêm revelando a importância cada vez maior de se comunicar e debater ciência com qualidade. Um acesso amplo ao conhecimento de qualidade pautado pela cultura científica é pilar da construção da democracia e de sociedades menos desiguais”.

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