domingo, 21 de julho de 2024

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Omar responde a críticas de Arthur Lira ao entregar relatório ao TCU

O senador Omar Aziz afirmou que o presidente da Câmara deveria defender a Casa e não deputados que induziram brasileiros a morte ao disseminarem mentiras sobre a pandemia.
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Omar

O senador Omar Aziz (PSD) rebateu, na manhã desta quinta-feira (28), as críticas feitas pelo presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira (PP/AL), que considerou uma “indignidade” o indiciamento de deputados pela disseminação de informações falsas (fake news) pela CPI da Covid-19.

“Estes deputados induziram brasileiros a morte. Eles são referência, portanto deviam ter a responsabilidade sobre o que disseram e o que escreveram”, afirmou Omar, durante a entrega do relatório final da CPI à presidente do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes.

Ainda segundo o senador que presidiu a CPI da Covid, Arthur Lira deveria defender a Casa e não aqueles que cometeram crimes sob a alegação de que estavam exercendo o direito a liberdade de expressão.

“Liberdade de expressão não é libertinagem de expressão, então temos de tomar providência em relação a irresponsabilidade desses parlamentares”, frisou Omar.

Entenda o caso

No fim da sessão da Câmara Federal desta quarta-feira à noite, Arthur Lira fez um pronunciamento no qual defendeu os colegas e criticou a CPI.

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“Para mim, é motivo de grande indignação como presidente da Câmara e como cidadão brasileiro tomar conhecimento das conclusões encaminhadas pelo relator da CPI da Covid do Senado Federal. É inaceitável, repito, inaceitável a proposta de indiciamento de deputados desta Casa no relatório daquela comissão parlamentar de inquérito”, disse.

Entre os que a CPI pediu o indiciamento estão os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), Carla Zambelli (PSL/SP), Carlos Jordy (PSL/RJ), Bia Kicis (PSL/DF), todos estes por disseminação de mentiras sobre a pandemia e as vacinas; e Ricardo Barros (PP/PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara e acusado de vários crimes por intermediar a compra de vacinas Covaxin, por meio da Precisa Medicamentos, e CanSino, com intermediação da Belcher Farmacêutica.

Sobre estes esquemas de Barros, Omar Aziz afirmou que o presidente da Câmara sabe que uma das coisas que a CPI “desbaratou” foi o domínio exercido pelo PP no Ministério da Saúde.

“Quando o Pazuello (Eduardo, ex-ministro da Saúde) foi nomeado ministro ele levou para lá 60 militares, que acabaram brigando com o PP, que já ocupava este território por meio do Roberto Ferreira Dias (ex-diretor de Logística do ministério”, lembrou Omar Aziz.

Texto: Gerson Severo Dantas

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