sexta-feira, 14 de junho de 2024

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MP pede multa para Adail Filho e Thiago Abrahim por campanha antecipada

As defesas dos deputados eleitos entraram com recurso contestando a prática de propaganda antecipada e pediram o cancelamento das multas, mas o MP pede manutenção delas.
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Multas
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O Ministério Público Eleitoral, através do Procurador Eleitoral, Edmilson Barreiros, emitiu parecer contrário ao recurso do deputado federal eleito Adail Pinheiro Filho (Republicanos) e do deputado estadual eleito Thiago Abrahim (UB), além de manter o pedido de aplicação de multa no valor de vinte mil reais para cada um, por propaganda política antecipada e evidências de uso abusivo do poder econômico e político durante a pré-campanha no primeiro semestre de 2022.

As defesas dos dois deputados eleitos entraram com recurso contestando a prática de propaganda política antecipada e pedindo o cancelamento da multa aplicada aos dois.

Prefeito de Itacoatiara participou

Segundo o MP, Thiago Abrahim participou de reuniões políticas em Itacoatiara, sua base eleitoral, com a presença do seu pai, Mário Abrahim (PSC), que é prefeito daquele município.

Reuniões que, de acordo com os autos, ocorreram antes do período permitido, na qual houve promessa de bens materiais, a exemplo de malhadeiras, isopor, motor rabeta em troca de apoio político à Thiago Abrahim.

Consta ainda no processo, que Thiago apareceu em pelo menos dez vídeos e fotos publicadas na internet e que foram utilizadas pelo procurador como provas para recomendar a aplicação de multa no valor de R$ 20.000,00.

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Adail Filho visitou mais de trinta municípios em pré-campanha

O Procurador Eleitoral, Edmilson Barreiros, afirma na representação, que os atos de propaganda antecipada de Adail Pinheiro Filho são “evidentes, explícitos, e não deixam nenhuma dúvida de que se trata de verdadeira campanha antecipada, com gastos elevados”.

O MP  enumerou diversos atos de campanha eleitoral antecipada, inclusive comícios, camisas personalizadas com os dizeres “Eu Quero Adail Filho”, além de reunião, caminhadas, passeatas com figuras públicas.

Ficou evidente ainda, segundo o MP, o grande poder econômico e político demonstrado por Adail, já que visitou mais de trinta municípios fazendo uso de aeronaves executivas para realizar os deslocamentos que, de acordo com os autos, “não é comum uma quantidade tão elevada de deslocamentos em tão pouco tempo, nem durante o período normal de campanha eleitoral”.

O parecer do Procurador traz ainda que o “uso das redes sociais pessoais de Adail Filho, não se constituiu de apoio político e sim de ato de propaganda antecipada de forma ostensiva, antecipando-se na corrida eleitoral”.

Da Redação

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