segunda-feira, 24 de junho de 2024

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ECONOMIA EM BAIXA

Indústria amazonense sofre forte retração em março e recua 13,9%

Produção do Polo Industrial de Manaus tem forte recuo em março, mas no acumulado ainda apresenta números positivos
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Imagem ilustrativa da produção industrial no Amazonas
Setores duas rodas e termoplástico tiveram destaque no primeiro quadrimestre. (Foto: Reprodução)

A produção industrial no Amazonas apresentou em março uma forte retração de 13,9% em comparação com fevereiro e encerrou três meses de expansão seguida. Os números são da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quinta-feira (9/5).

Para se ter ideia do tamanho da puxada de freio e da velocidade que o Polo Industrial de Manaus (PIM) cresceu, no acumulado do ano, há ainda um crescimento de 4,4%. Em nível nacional, a indústria brasileira cresceu 0,9% em março comparado a fevereiro.

Desde abril de 2023 que a indústria amazonense não sofria uma retração tão forte na produção, o que vai impactar no faturamento das empresas e no recolhimento de impostos. O resultado foi também 14,8% menor que o desempenho da indústria nacional em março, resultado que colocou a indústria amazonense na última posição dente as 17 Unidades da Federações investigadas pela pesquisa.

Nesse ranking, o Amazonas foi seguido de Paraná (-13%) e Ceará (-7,7%) com os piores desempenhos, enquanto Pará (3,8%), Mato Grosso (2,5%) e Santa Catarina (2,3%) apresentaram os melhores resultados. 

O chefe do setor de Disseminação da Informação, Luan da Silva Rezende, explicou que os números ruins da produção industrial fez o estado retomar o patamar registrado em outubro do ano passado, mas é cedo para cravar que haverá recuo na produção também nos próximos meses.

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“Essa redução também influenciou negativamente os acumulados de crescimento em 2023 e nos últimos doze meses, mas por conta da forte produção ocorrida em janeiro e fevereiro, a média móvel de março está positiva em 1,5%. O que possibilita pensar que os próximos meses poderão voltar a apresentar aumento da produção na indústria local”, analisou Rezende.

Conforme a pesquisa, as maiores quedas de produção foram registradas nos polos de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-26,1%), fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-23,5%), fabricação de bebidas (-16,5%) e indústrias extrativas (-12,9%).

Quem salvou a lavoura em um março da forte retração foi o polo de máquinas e equipamentos, cuja produção cresceu 74,4% na comparação com fevereiro e com destaque para o setor de ar-condicionado. 

Esse é o terceiro mês seguido que a atividade apresenta crescimento, e é a maior variação registrada para a atividade desde junho de 2021. Na sequência vieram vieram as atividades de fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (7,6%), a fabricação de produtos de borracha e de material plástico (6,2%), e a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6%).

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