sexta-feira, 14 de junho de 2024

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Greve de comissários e pilotos não deve afetar o PIM, mas deixa comércio em alerta

Fieam destaca que a maior parte dos insumos que chegam para abastecer a indústria utilizam os modais rodoviários e hidroviários. Já o comércio depende do transporte aéreo.
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A produção do Polo Industrial de Manaus (PIM) não deverá sofrer interrupções causadas pela greve de pilotos, copilotos e comissários de voo. Essa é a expectativa do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva.

O empresário destaca que a maior parte dos insumos que chegam ao Amazonas para abastecer a indústria utiliza os modais rodoviários e hidroviários. Com isso, o modal aéreo é utilizado apenas por uma pequena parcela das grandes empresas que conseguem suportar seu maior custo, há também a questão do tipo de material que compensa ou não ser transportado por avião.

“Nesse primeiro dia de greve, foram observados atrasos em pousos e decolagens, o que era esperado. Nossa expectativa é de que, apesar do desalinhamento nos cronogramas de voos, não deveremos ter maiores impactos para a indústria”, explicou Silva ao RealTime1.

Mas mesmo com tranquilidade em relação à manutenção das atividades nas linhas de produção do PIM, a Fieam ressalta que está “monitorando a situação para avaliar impactos futuros caso a crise venha a se agravar com cancelamentos de voos ou outras ações mais drásticas”.

Na mesma linha, o Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) informou que ainda não há reclamações de empresas associadas com relação à atrasos na entrega de insumos no Estado.

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Por outro lado, o presidente da  Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, afirma que, ao contrário da indústria, o setor do varejo amazonense ainda sofre com a dependência do modal aéreo para o abastecimento dos estoques, principalmente para os segmentos que transportam mercadorias de alto valor agregado, que são os podem suportar o preço do frete aéreo. Para ele, os prejuízos para estas empresas, apesar de ainda não terem registros oficiais, serão inevitáveis.

“Essa greve com certeza vai afetar alguns segmentos. Com certeza esses setores, nos quais a maioria está ainda no processo de reabastecimento vão sentir esse momento difícil provocado pela greve”, avalia.

“Esperamos que os dois lados, tanto laboral quanto o empresarial, se reúnam e conversem. O país não pode vivenciar mais uma crise, até porque já sofremos muito com crises, com aumento de carga tributária, com aumento de desemprego e de preços. Tudo isso nos leva a pedir que as pessoas usem as oportunidades para produzir o entendimento que será altamente benéfico para a população e para a economia”, completa o dirigente.

Sobre a greve

Pilotos e comissários de voo entraram hoje (20) no segundo dia de greve da categoria. Entre 6h e 8h as operações voltaram a ficar suspensas nos aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza. A suspensão dos voos causou atrasos em pelo menos 11 aeroportos do país.

Além do reajuste pelo INPC, os aeronautas reivindicam aumento real de 5% nos salários e melhores condições de trabalho, incluindo o respeito das folgas programadas que, na avaliação da categoria, não estão sendo cumpridas.

O diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Leonardo Souza, afirma que a greve permanece por tempo indeterminado e com suspensão diária das atividades entre 6h e 8h. O comissário disse que as negociações com as empresas não avançaram e continua a rejeição à proposta apresentada no fim de semana pelo sindicato patronal de ganho real de 0,5% e de venda das folgas.

Texto: Lucas Raposo, com informações da Agência Brasil

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