segunda-feira, 24 de junho de 2024

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SECA 2024

Fecomércio-AM reúne setores para debater ações de enfrentamento à estiagem deste ano

A seca severa de 2023, a pior em 121 anos, afetou a navegação, o setor produtivo e o abastecimento na região.
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Fecomércio AM reuniu empresários, autoridades e representantes para debater ações que precisam ser antecipadas diante da estiagem prevista para este ano. Foto: Sedecti
Fecomércio AM reuniu empresários, autoridades e representantes para debater ações que precisam ser antecipadas diante da estiagem prevista para este ano. Foto: Sedecti

Nesta quinta-feira (4/4), a Fecomércio-AM reuniu empresários, autoridades e representantes de portos, terminais e transporte intermodal para debater ações que precisam ser antecipadas diante da estiagem prevista para este ano. A seca severa de 2023, a pior em 121 anos, afetou a navegação, o setor produtivo e o abastecimento na região.

O presidente da Fecomércio, Aderson Frota, destacou a importância da união de todos os setores e do governo para enfrentar os desafios.

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Fecomércio AM reuniu autoridades e empresários para discutir ações contra a estiagem. Foto: Sedecti

“Esse grupo de trabalho envolve todos nós, da indústria, do comércio, do setor público, federações, entidades de classe, governos e a população. Trabalhamos em cima dos estudos apresentados pela Defesa Civil. É importante que estejamos unidos e buscando soluções para que possamos minimizar o impacto da estiagem este ano e para não passarmos pelo que passamos no ano passado.” afirmou o dirigente.

Frota enfatizou ainda a necessidade de soluções para minimizar os impactos da estiagem e evitar prejuízos como os do ano passado.

“Houve aumento do custo de operações de carga e descarga, entre os portos intermediários e os portos de Manaus, onde era possível ancorar os navios a nós destinados. Além disso, houve aumento do prazo de chegada de mercadorias, que era de 30/35 dias, saltando para 120 a 150 dias. O custo cresceu 5 vezes”, reforçou Frota.

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Adiantando ações para minimizar impactos

Serafim Correa, secretário da Sendecti, ressaltou a cooperação de todos os envolvidos, incluindo empresas que já estão adotando medidas preventivas para evitar repetições dos problemas enfrentados em 2023.

“Todos estão empenhados porque todos perderam. Ninguém ganhou com os efeitos da estiagem do ano passado e, principalmente a população, que sofreu com aumento de preço. Algumas empresas já estão adotando medidas preventivas como antecipar a vinda de insumos para que não sofram como sofreram ano passado”, falou Serafim.

O secretário aproveitou para falar sobre as operações de dragagem que devem começar em breve e anunciou investimento do governo federal para adiantar as atividades necessárias.

“Dois pontos ficaram intrafegáveis para os navios de grande porte: a costa do Tabocal e a enseada do Madeira. Há necessidade de dragagem, mas não apenas isso. Precisamos de muitas outras providências em termos de logística. O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa, anunciou 400 milhões de reais para avançar nesses serviços que são básicos e que quanto mais cedo começarem a ser feitos, melhor para todos nós, para diminuir os impactos da seca que o que tudo indica teremos de novo”.

Coronel Máximo, secretário da Defesa Civil, enfatizou a importância da preparação e do diálogo com diferentes setores para minimizar danos econômicos e sociais. Destacou também a necessidade de conscientização da população, especialmente ribeirinhos, sobre os sinais da natureza e a importância da prevenção.

“Faremos uma campanha de divulgação em massa para a população, principalmente os ribeirinhos que são mais vulneráveis, para que eles entendam a emissão dos alertas e se previnam para armazenar água e alimentos, retirar as pessoas que estejam com enfermidades, porque numa questão de isolamento é muito difícil acessar essas inúmeras comunidades para retirá-las. A ideia não é gerar pânico, mas sim fazer com que todos compreendam os sinais da natureza, para nos adaptarmos a essa nova realidade que continuará a ser frequente”, enfatizou o coronel.

Evailton Arantes, coordenador de engenharia aquaviária do DNIT, informou sobre os preparativos do órgão para garantir a profundidade dos rios e a navegabilidade. Destacou que o Governo Federal disponibilizou recursos para dragagem e manutenção por cinco anos, além de realizar a sinalização das hidrovias para orientar a navegação nos trechos críticos.

“O Dnit Amazonas está se preparando desde o ano passado, realizando inclusive contratações para garantir a profundidade do calado tanto na hidrovia do Amazonas como na hidrovia do Madeira. O Governo Federal já disponibilizou os recursos necessário para que se façam as contratações que estão em processo de licitação e de licenças ambientais do Ipaam e do Ibama”, informou.

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