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sábado, 29 de janeiro de 2022

Tendência mundial, mobilidade elétrica ganha produção no PIM

Realidade em países europeus, EUA e Índia, mobilidade elétrica tem em Manaus fabricantes de meios de transportes elétricos, como patinetes, triciclos, bicicletas e motonetas.

10 de agosto de 2021

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Mobilidade elétrica impulsiona atividade produtiva no PIM. (Foto: Divulgação)

Apesar de ser uma realidade e tendência que impulsiona a indústria mundial, a eletromobilidade ainda ‘engatinha’ no Brasil. Mas, mesmo em meio aos entraves para a consolidação fabril nacional, o Polo Industrial de Manaus (PIM) tem atraído investimentos que buscam aliar economia, ganho de tempo e sustentabilidade, premissas da mobilidade elétrica.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) apontam que, em 2020, três milhões de veículos elétricos foram vendidos no mundo, um crescimento de 41% sobre 2019.

No Brasil, o número de veículos eletrificados cresceu 66% no último ano em relação a 2019. A expectativa, segundo a ABVE, é que o volume cresça mais de 50% em 2021 frente aos números de 2020. Atualmente, apenas 60 mil veículos elétricos circulam pelo país, sendo que a maioria é formada por HEVs, ou seja, híbridos não plug-in, que não são considerados exatamente veículos elétricos pelas classificações internacionais.

De acordo com o presidente da ABVE, Adalberto Maluf, os compromissos firmados por governos de países europeus, e outros como os Estados Unidos e Índia, no combate ao aquecimento global e que propõem meta de zero emissão de poluentes impactam expressivamente a indústria global. Ele afirma que a ausência de medidas por parte do poder público prejudica a indústria nacional.

“O Brasil não tem políticas públicas nacionais e integradas de apoio à eletromobilidade, como têm esses países, embora tenha uma matriz de eletricidade altamente sustentável, em mais de 80%, e um parque fabril moderno e competitivo, sob certas condições. Se o Brasil quiser ter algum protagonismo na economia global de baixo carbono, terá de agir imediatamente”, comentou.

Investimentos no PIM

Conforme números da Suframa, o PIM conta com 13 fabricantes de meios de transportes elétricos, como patinetes, triciclos, bicicletas, motonetas, entre outros.

A DROP é uma das fabricantes que produz além de patinetes elétricos, veículos como motonetas, hoverboards (diciclos) e quadriciclos.

O diretor de marketing da DROP, Ricardo Ducco, adianta que a empresa tem planos de expandir as atividades e lançar em 2022 a linha de bikes elétricas.

“Lançaremos bikes elétricas com marca própria (Drop) e outros veículos elétricos e mecânicos para terceiros. Somente para um dos parceiros serão produzidas mais de 100 mil unidades por ano somadas todas as categorias de produtos”, informou.

Segundo o diretor a expectativa é de crescimento para o segmento por conta da acessibilidade.

“A tendência é mundial e aqui não será diferente. Num primeiro momento, acreditamos muito no potencial de expansão dos Ciclomotores. São veículos mais acessíveis e portáteis, que permitem interligar os diversos modais de transporte. As pessoas ainda estão descobrindo essas conveniências e o PIM certamente será o grande centro produtivo do país, por reunir as condições econômicas mais viáveis para essa produção”.

A fabricante Voltz Motors também aposta na eletromobilidade e se prepara para iniciar a produção de motos elétricas em novembro. Segundo o diretor de operação da Voltz, Adelino Cardoso, a unidade fabril de Manaus vai possibilitar o atedimento ao mercado de forma mais ágil, com maior qualidade e custos mais competitivos.  

“A Voltz acredita que a mobilidade elétrica já é o presente e com certeza o futuro. Nosso compromisso é acelerar essa transição deste passado para um mundo novo e de grandes possibilidades. Nossa visão de mobilidade elétrica vai além, é ágil, conectada, moderna e coloca a tecnologia a serviço dos nossos clientes, e não o oposto”, disse. 

Texto: Priscila Caldas

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