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terça, 25 de janeiro de 2022

Preço de banana: Franceses de olho na Amazônia desde o século 17

Vinci Airport paga por 7 aeroportos R$ 24 mi a menos do que o País gastou na reforma do Eduardo Gomes para a Copa. Preço de banana lembra o pago pelo grupo Suez pela Cosama.

7 de abril de 2021

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Reforma do Eduardo Gomes custou R$ 24 mi a mais que o pago pelo Vinci pelo lote Norte de aeroportos

A compra do Aeroporto Internacional de Manaus Eduardo Gomes, e mais seis outros menores em três estados da Amazônia, pelo grupo francês Vinci Airport pela mixaria de R$ 420 milhões, nesta quarta-feira (7), não é um fato histórico isolado, posto que os franceses estão de olho na região desde a colonização.

O negócio tem uma característica comum com outros feitos por empresas francesas: o preço de banana pago aos governos locais. O Vinci Airport pagará por todo o lote Norte de sete aeroportos R$ 24 milhões a menos que o gasto pelo Brasil na reforma do Eduardo Gomes para a Copa de 2014, quando foram investidos R$ 444 milhões.

É um negócio igual ao realizado pela Lyonnaise des Eaux , do grupo Suez, que arrematou a Cosama por R$ 193 milhões, quando os ativos da empresa, segundo levantamento feito pela CPI na Câmara Municipal em 2012, valiam R$ 486 milhões. O fracasso dos investimentos prometidos pelo grupo Suez coloca Manaus hoje na quinta colocação entre cidades com piores indicadores de saneamento básico do Brasil (https://glo.bo/2VyXAdl). 

História e cobiça

A presença econômica francesa na região remonta ao século 17, quando em 1612, expulsos do Rio de Janeiro pela coroa portuguesa, Daniel de la Touche comandou a expedição que fundou a cidade de São Luís, capital do Maranhão, estabelecendo ali a França Equinocial com o apoio dos índios Tupinambás. Estes são os mesmos que depois migraram para o Oeste e se estabeleceram numa pequena ilha na região do baixo rio Amazonas batizada de ilha dos Tupinambaranas, o outro nome de Parintins.

A ideia dos franceses era ocupar terras que Portugal não ocupara com as capitanias hereditárias. Por três anos eles expandiram seus domínios sobre terras do Maranhão, Tocantins, Amapá e Pará.

A expansão foi parada quando adentraram a foz do rio Amazonas e acabaram expulsos por tropas portuguesas aliadas aos índios da região. Com o fracasso da França Equinocial, os franceses se refugiaram na Guiana Francesa, até hoje um território ultramarino do país de origem do grupo Vinci Airport, que ali mantém operações aeroportuárias que pretende integrar com as adquiridas neste leilão de infraestrutura.

Política e meio ambiente

Fora dos negócios, a França também tem grande interesse político na Amazônia. São do presidente Emanuel Macron as maiores críticas à política de meio ambiente do governo de Jair Bolsonaro. Macron chegou a falar com líderes do G7 – o grupo dos sete países mais ricos do mundo – sobre internacionalização da região e trocou palavras duras com o presidente brasileiro, que no seu estilo particular optou por chamar a mulher de Macron de “feia”.

Também com base no que considera falta de cuidado do governo brasileiro com a Amazônia, os franceses são os principais candidatos da Comunidade Econômica Europeia a barrar o acordo Europa-Mercosul, que precisa da aprovação dos parlamentos de 21 estados nacionais da comunidade.

Texto: Gerson Severo Dantas

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