fbpx

quarta, 01 de dezembro de 2021

Maioria dos negócios liderados por mulheres surgem por necessidade

Segundo relatório da Global Entrepreneurship Monitor, quase 55% das empreendedoras abriram seus negócios por não encontrarem outro meio para ter uma renda.

24 de novembro de 2021

Compartilhe

Metade das empreendedoras iniciais atuam em apenas seis atividades (Foto: Reprodução)

Quando o assunto é empreendedorismo, as mulheres ainda atuam em um universo de atividades mais restrito que os homens. De acordo com o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2020, produzido pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ) e considerada a maior pesquisa de empreendedorismo do mundo, mais da metade das empreendedoras iniciais, aquelas com empreendimento de no máximo 3,5 anos, ou seja, quase 60%, atuam em apenas seis tipos de negócios. Já entre os homens, o número das principais atividades sobe para 14, mais do que o dobro.

“A questão cultural ainda afeta muito o empreendedorismo feminino. A sociedade acaba colocando barreiras adicionais para as mulheres expandirem sua presença para outras atividades além das culturalmente aceitas, como alimentação e beleza. Trabalhamos para mudar esse cenário e destravar o potencial empreendedor das mulheres em todos os setores”, comenta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Ele observa que os serviços de alimentação foram as atividades com os maiores percentuais entre os empreendedores iniciais independentemente do sexo, mas que a participação feminina é notadamente maior. “Ao somar ‘restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas’ com ‘serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada’, vemos que essas duas atividades reuniam cerca de 13% dos homens e cerca de 24% das mulheres”, destaca Melles.

“Outro exemplo pode ser encontrado no segmento de ‘cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza’, bem como no ‘comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios’, onde a concentração de mulheres fica em torno de 10% em cada atividade, 10,6% e 10,5% – respectivamente – acima da participação masculina”, acrescenta.

Entre as seis atividades mais escolhidas pelas mulheres ainda estão as de confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas (7,3%) e a de comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal (4,7%). Ambas aparecem apenas nos grupos das empreendedoras.

Os homens apresentam uma forte atuação em atividades ligadas à construção civil, como construção de edifícios (4,6%), obras de acabamento (2,8%), serviços especializados para a construção (2,7%), atividades paisagísticas (2,5%) e instalações elétricas (1,9%), akém das atividades relacionadas ao transporte e manutenção de veículos.

Empreendedorismo por necessidade

Além das mulheres terem um universo menor de atividades em que atuam predominantemente, elas também são as que mais empreendem por necessidade. De acordo com o relatório da GEM, quase 55% delas tiveram que ir para o caminho do empreendedorismo por não encontrar outro meio para ter uma renda. Entre os homens, o empreendedorismo por necessidade aparece em 46% dos casos.

“Os empreendedores do gênero masculino conseguem obter mais oportunidades para iniciar um negócio no Brasil do que as mulheres, o que pode ser demonstrado também pela maior diversificação das atividades em que atuam. Sabemos que isso é fruto de desigualdades históricas que atingem a mulher no mercado e trabalhamos para equilibrar esse cenário com programas como o Sebrae Delas”, conclui o presidente do Sebrae.

Fonte: Sebrae

Leia mais:

Leia mais sobre Economia & Negócios

Carnaval e Covid: empresários temem perder mais vidas e não vendas

Empresários consideram que o possível cancelamento do carnaval poderá afetar o faturamento dos setores. Porém, destacam que o momento é de prevenção à saúde pública.

1 de dezembro de 2021

Garimpo no Madeira expõe falta de alternativas no interior, diz Sidney Leite

Segundo Sidney Leite, a cadeia produtiva da mineração beneficia a mais de 38 mil famílias que trabalham na calha do Madeira, principalmente nas proximidade de Humaitá.

30 de novembro de 2021

No Brasil, desemprego cai 1,6 ponto percentual e atinge 12,6%

Número de pessoas em busca de emprego no país recuou 9,3% e, com isso, chegou a 13,5 milhões. Os ocupados tiveram um crescimento de 4%, alcançando 93 milhões de pessoas.

30 de novembro de 2021

Produtor terá acesso a linhas de crédito especiais durante Expoagro

Ao menos cinco instituições financeiras vão participar da Exposição Agropecuária ofertando linhas de crédito em condições especiais para o produtor rural do Amazonas.

30 de novembro de 2021

Desemprego cai, mas informalidade ainda atinge 59% dos amazonenses

Taxa de desocupação do estado caiu 2,3 pontos percencetuais no 3º trimestre, passando de 15,8%, entre abril e junho, para 13,4% entre julho e setembro, segundo dados do IBGE.

30 de novembro de 2021

Sob expectativa do público, Havan não tem data de inauguração em Manaus

A empresa se restringiu em informar que a unidade da Havan será inaugurada em 2022 e que os planos foram afetados pela pandemia e por reflexos no setor de construção civil.

30 de novembro de 2021

Conhecimento é vital para a sobrevivência de empresas, diz especialista

O prof. Marcelo Miyashita, um dos mais reconhecidos profissionais de marketing do país, estará em Manaus ministrando dois cursos sobre Networking e Gestão de Atendimento.

30 de novembro de 2021

Férias e 13º: proteção e lucro para o dinheiro extra que está chegando

Entrevistado na TV RealTime1, o consultor econômico Igor Queiroz lembrou que é importante definir o prazo que o dinheiro poderá ficar investido antes de escolher seu destino.

30 de novembro de 2021