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quarta, 01 de dezembro de 2021

Amazonas teve a pior taxa de sobrevivência de empresas do país em 2019

Em 2019, só 16,3% das unidades locais de empresas do Amazonas seguiam ativas após dez anos de existência. Na Região Norte, a taxa de sobrevivência das unidades era de 19,0%.

23 de outubro de 2021

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Numéros foram divulgados pelo IBGE (Foto: Reprodução)

Dados do estudo conjunto da Demografia das empresas e empreendedorismo 2019, divulgado nesta sexta-feira (22), pelo IBGE, apontam que apenas 16,3% das unidades locais (endereços de atuação) de empresas do Amazonas conseguiam se manter ativas após 10 anos de existência. O percentual é o menor entre todas as unidades da federação. Na Região Norte, a taxa de sobrevivência das unidades era de 19,0%.

Levando em consideração as empresas com ano de existência a situação fica ainda pior: somente 66,8% das unidades locais sobreviveram. O índice também é o menos entre todos os estados brasileiros.

O estudo da demografia permite analisar as taxas de entrada, saída e sobrevivência, além da mobilidade e idade média das empresas. O estudo das estatísticas de empreendedorismo, por sua vez, faz uso ainda de informações das pesquisas anuais por empresas nas áreas de Comércio, Construção, Indústria e Serviços, também realizadas pelo IBGE, com vistas à produção de indicadores econômicos específicos para as empresas de alto crescimento.

Em 2019, havia 34.669 unidades locais de empresas ativas no Amazonas, que representavam 18,2% do total existente na Região Norte (190.938). No Estado, essas unidades empregavam 363 mil pessoas de forma assalariada, o equivalente a 24,4% do total ocupado assalariado na Região Norte (1.488.000).

O salário médio mensal pago nas unidades locais de empresas ativas do Estado foi de R$ 2.223, enquanto na Região Norte como um todo foi de R$ 2.000.

Do total de unidades locais ativas, em 2019, 73,1% (25.360) eram sobreviventes; 26,9% correspondiam a entradas (9.309), das quais 20,5% referentes a nascimentos (7.097); e 6,4%, a reentradas (2.212). As que saíram do mercado totalizaram 17,2% (5.951). Na comparação com os demais Estados da Região Norte, a taxa de entrada do Amazonas é a maior, mas, em contrapartida, a taxa de sobrevivência de unidades locais ativas é a mais baixa.

Em 2009, as taxas de entradas (31,2%) e de saídas (25,2%) eram maiores, e a taxa de sobrevivência das unidades locais era menor, 68,8%. E entre 2009 e 2019, o número de unidades locais ativas no Amazonas cresceu 16,7%, partindo de 28.881 para 34.669 unidades de empresas. Já o número de saídas diminuiu 8,0%, partindo de 35.067, em 2009, para 32.262, em 2019.

As unidades locais sobreviventes destacaram-se no percentual de pessoal assalariado (94,8%). As que entraram em atividade em 2019 tiveram participação de 5,2% no pessoal ocupado total, e as que saíram do mercado, por sua vez, representaram 1,2%.

Em 2019, o setor que mais se destacou foi o setor de Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas com 16.544 unidades locais, cerca de 47,7% do total (34.669 unidades locais). Em 2018, eram 31.303 unidades locais com 15.660 unidades desse setor.

O segundo setor que mais se destacou foi as atividades profissionais, científicas e técnicas com 2.287 unidades locais; o terceiro, foi a Indústria de Transformação com 2.275 unidades e em quarto foi as atividades administrativas e serviços complementares com 2.185 unidades.

Já em 2018, o segundo setor de maior destaque foi as Indústria de Transformação, com número de 2.065 unidades locais, Em terceiro lugar, as atividades administrativas e em quarto lugar, as atividades de alojamento e alimentação com 1.971 unidades locais.

Fonte: IBGE Amazonas

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