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terça, 18 de janeiro de 2022

Arthur Neto quer vaga no Conselho da Amazônia Legal

Depois de trocar farpas de peso com o presidente Jair Bolsonaro, Arthur quer levar a rixa para o planalto como integrante do Conselho da Amazônia Legal.

7 de junho de 2020

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Para Arthur debate deve ser com quem vive realidade amazônida. Foto: Mário Oliveira/SEMCOM.

Apesar de ter se desentendido seriamente com o presidente Jair Bolsonaro, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, solicitou oficialmente a inclusão de seu nome para participar das próximas reuniões ordinárias do Conselho Nacional da Amazônia Legal. O pedido foi recebido pela presidência e encaminhado ao Ministério do Meio Ambiente para análise.

Sem representantes da Amazônia Legal, o conselho foi criado pelo governo federal com o objetivo de integrar as ações governamentais relacionadas à região. Arthur, se aceito, será o primeiro representante do Norte do país nas próximas reuniões.

Para o prefeito, o conselho deve debater com quem convive com a realidade amazônida. Atualmente, o Conselho conta com a participação de ministérios e não tem representantes de órgãos e entidades com atuação direta na proteção do meio ambiente, das populações tradicionais que compreendem os povos indígenas, os quilombolas, pescadores e ribeirinhos, o que, para Arthur,  acaba fragilizando o debate.

“Pedi para participar, como ouvinte e debatedor, para expor a realidade amazônica sob a ótica de quem sabe de suas dificuldades. Quero ser o ponto contraditório em um Conselho que é composto por 14 ministros comandados pelo presidente e que não vão debater suas opiniões”, relatou Virgílio.

Debate deve ser com quem vive realidade

Segundo Arthur, para haver debate, o Conselho deve conversar com quem vive a realidade da Amazônia Legal. “É inadmissível que prefeitos e governadores de cidades integrantes da Amazônia Legal não façam parte de um Conselho que implementa políticas públicas para as suas regiões”, disse.

Além disso, acredita que órgãos competentes, atuantes na defesa da Amazônia devem integrar o Conselho, para haver debates realísticos e, somente assim, poderá haver uma chance de alterar o ponto de vista equivocado que o presidente e seus ministros têm sobre a nossa região”, defendeu Arthur.

Arthur Virgílio Neto tem se posicionado duramente contra as propostas econômicas federais que estimulam o agronegócio e a exploração de terras indígenas.

Agronegócio não serve para a região

“Não sou contra o agronegócio, o modelo só não serve para minha região. Digo não ao agronegócio na Amazônia e não ao garimpo em terras indígenas”, afirmou Virgílio. “É ilusão acreditar no desenvolvimento da região, que não seja aliado a sua preservação. É uma grande tolice, um crime contra o planeta”, completou.

Pelo decreto presidencial, o Conselho Nacional da Amazônia  é formado por um colegiado composto por: chefe da Casa Civil da Presidência da República, pelos ministros da Justiça e Segurança Pública, da Defesa, das Relações Exteriores, da Economia, da Infraestrutura, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de Minas e Energia, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Regional, além do chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, da chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Campanha mundial

Em novo vídeo publicado pela jovem ativista ambiental Greta Thunberg, junto com outros ativistas climáticos que integram o movimento Fridays for future, ela pede ajuda internacional para o sistema de saúde do Amazonas, para que tenha estrutura necessária ao suporte dos povos indígenas. Esse é o segundo material publicado pela ativista sueca, a partir da campanha mundial lançada pelo prefeito Arthur Virgílio Neto “SOS Amazônia”, pedindo ajuda aos povos tradicionais região, diante dos riscos da pandemia do novo coronavirus.

Redação: RT1 com informações de João Pedro Figueiredo /Semcom. Fotos: Mário Oliveira/Semcom.

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