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sábado, 23 de outubro de 2021

4 mil homens da Marinha atuam na Amazônia Ocidental em defesa da Pátria

Durante entrevista ao RealTime1, o comandante do 9º Distrito Naval, falou sobre a estrutura da Marinha na Amazônia Ocidental e o trabalho de formação de militares.

16 de julho de 2021

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Vice-almirante Ralph Dias em entrevista ao RealTime1(Foto: Reprodução/RealTime1)

Em 150 quilômetros de fronteira, a Marinha do Brasil, por meio do 9º Distrito Naval, tem o poder de polícia para coibir crimes de várias tipificações. No entanto, o vice-almirante Ralph Dias da Silveira Costa, comandante do 9º Distrito Naval em Manaus, explica que o órgão marítimo, com quase 4 mil homens na região da Amazônia, deve atuar em parceria com órgãos de fiscalização, que trabalham no cumprimento das leis brasileira.

“Atuação e apreensão deve ser feito pela polícia”, reforça Costa, que falou, também, durante entrevista ao RealTime1 nesta sexta-feira (16), sobre a estrutura da Marinha na Amazônia Ocidental e o trabalho de formação de militares para atuarem na conscientização da população.

O vice-almirante explica que a Marinha do Brasil, atualmente, se divide em três atribuições. A primeira, segundo Ralph, a aplicação do poder naval. “Seria a Defesa da Pátria, pois isso é constituição, e isso se representa nos navios de patrulha fluvial – que é o poder de combate que nós temos. O segundo, que também é importante, que é uma atribuição da Marinha, é a autoridade marítima: a parte da capitania, que trata, principalmente, da segurança do trafego aquaviário e da salva-guarda da vida no rio. A terceira, uma missão em cooperação, que já dura mais de meio século, o apoio à saúde – o atendimento médico, primário e ambulatorial, à população ribeirinha carente”, destaca o comandante do 9º Distrito Naval.

A Amazônia Ocidental tem, hoje, no seu quadro efetivo, aproximadamente 4 mil oficiais e praças e servidores civis divididos em quatro estados, mas, por questão estratégica, a maioria se encontra a serviço em Manaus, no 9º Distrito Naval. O efetivo tem à disposição cinco navios de patrulha fluvial, dois deles com porte maior de 800 toneladas, que permite operação com helicóptero, que são o Pedro Teixeira e o Raposo Tavares.

Planejamento

Em termos de Amazônia, conforme o vice-almirante, há planejamento. “Lançamos um Programa estratégico da Marinha até 2040. Existe oxigenação dos meios que temos aqui e de novos que estão por vir numa concepção mais moderna, com uso de equipamentos mais modernos”, explica Ralph, informando que há um grande trabalho sendo realizado pela Marinha do Brasil na Amazônia Ocidental. “É um trabalho grande, visto que as grandes movimentações de pessoal e transporte logístico são realizados por meio fluvial, pelos rios. Temos três capitanias: a da Amazônia Ocidental, em Manaus; a capitania fluvial de Porto Velho, em Rodonia, e a Fluvial em Tabatinga, na Tríplice Fronteira”.

O vice-almirante fala sobre o trabalho das capitanias e destaca que o início é sempre com trabalho de conscientização, até no nível escolar.

“Nossos militares dão palestras, falam sobre a importância, por exemplo, de uma coisa que é simples, mas que tem salvado vida, que é o uso do colete salva-vidas. Essas vidas salvas com o uso do colete a gente não consegue computar, a gente só consegue ter noção do quão importante é usar o item de segurança quando se perde alguém. A regulação em relação às atividades não só de embarcações, como também do flutuante e de qualquer construção que seja feita na orla. E também a formação de quem está empregando esses meios. Então, a Marinha tem uma capacidade de formar até o capitão fluvial e isso nos traz uma tranquilidade muito grande, porque quanto maior a gente instrui e forma, menor o número de acidentes marítimos”, ressalta Ralph Costa.

Ralph destaca que há diminuição no número de acidentes marítimos. “Eu diria que agora, no momento de pandemia, qualquer medição que é feita pode dar erro. Mas a quantidade de acidentes está diminuindo, e a gente atribui isso a essa intensidade de atividades que temos feito principalmente de conscientização”, garante o vice-almirante.

Assista à entrevista na íntegra:

https://www.youtube.com/watch?v=B7tc5BkWwTY

Texto: Isac Sharlon

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