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quarta, 19 de janeiro de 2022

Marinha se recusa reconhecer ‘Almirante Negro’ um ‘Herói do Povo’

Mesmo depois de mais de 100, Marinha mantêm 'rancor' a revolta liderada pelo marinheiro João Cândido, que pôs fim a castigos físicos na força.

7 de novembro de 2021

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A Revolta da Chibata foi alvo de debate no Senado, que aprovou a inscrição de marinheiro João Cândido no livro de Heróis da Pátria. (Foto: Divulgação)

Mais de cem anos depois da Revolta da Chibata, em 1910, a Marinha do Brasil ainda não reconhece como legítimo o movimento liderado por João Cândido Felisberto que aboliu os castigos físicos na Armada. Por meio de nota técnica divulgada na semana passada, a corporação tentou impedir a inscrição do Almirante Negro na lista dos Heróis e Heroínas do Povo Brasileiro. A despeito da resistência, o Senado aprovou no último dia 28 a homenagem. O texto segue agora para apreciação na Câmara dos Deputados.

Em outubro, o Senado já havia tentando aprovar a homenagem, mas o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) solicitou vista, a pedido da Marinha, para “melhor conhecimento da matéria”. Na semana passada, a votação foi retomada. Lucas votou favoravelmente à homenagem, mas leu uma nota na qual a Marinha diz considerar que o movimento não pode ser avaliado como “um ato de bravura” nem de “caráter humanitário”.

‘ALMIRANTE NEGRO’

João Cândido nasceu no Rio Grande do Sul, em 1880. Era filho de ex-escravizados e trabalhou por mais de 15 anos na Marinha. Principal liderança entre os marujos no início do século passado, Cândido pedia o fim dos castigos cruéis e a melhoria da alimentação e das condições de vida dos marinheiros.

O castigo corporal de marujos tinha sido abolido pelo decreto nº 3 da República, de 16 de novembro de 1889. Mas voltou em abril de 1890, por outro decreto. Recaía sobre os praças (militares abaixo de oficial). Eram homens negros, mestiços, nordestinos e pobres em sua maioria. Alguns eram “recrutados” à força.

SÍMBOLO

João Cândido ficou preso na Ilha das Cobras. Trancado em uma cela cavada na rocha, sobreviveu sob uma pilha de corpos de marinheiros, que morreram sufocados por cal jogado na pequena masmorra, e pela falta de ar. Cândido foi um dos dois sobreviventes, entre os encarcerados por rebelião.

Ficou dois anos preso, chegou a ser declarado louco, foi expulso e, mesmo inocentado, não conseguia emprego. Nos anos 1930 foi integralista. Depois passou a viver como vendedor de peixe na Praça 15, no Rio. Morreu pobre em 1969. Foi reconhecido pelos movimentos negro e de direitos humanos como símbolo das duas lutas. Nos anos 2000, ganhou uma estátua, na mesma Praça 15 onde trabalhara. 

Da Redação, com informações do Estadão

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