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domingo, 24 de outubro de 2021

Aldeia Tururukari Uka participa da Mostra Doc Agricultura e Gastronomia

A comunidade Tururukari Uka foi fundada em 2004, com aproximadamente 6 famílias e 28 pessoas, e hoje já conta com 12 famílias, em Manaus.

25 de setembro de 2021

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“Comer o que a terra dá e descolonizar os pratos e os hábitos alimentares”. Esta é a proposta central da Mostra Doc Agricultura e Gastronomia. Na próxima e ultima atividade desse projeto, no dia 25 e 26 de setembro na Aldeia Tururukari Uka, além da exibição de curtas metragens, vai ser realizada uma oficina de agricultura participativa.

Na ocasião, serão trocadas experiências sobre as práticas da agricultura ecológica indígena e iniciado junto com os participantes uma horta para Escola Municipal Indígena da Comunidade, inclusive a produção do biofertilizante e tratamentos biológicos para a produção de alimentos.

Participarão como palestrantes a Ativista Indígena Vanda Ortega, a Personal Chef Janaina Marinho e a Nutricionista e Ativista Alimentar Camila Cyrino.

“Colaboramos com o projeto com objetivo despertar o interesse para agricultura e produção de alimentos para merenda escolar”, afirma o Tuxaua Francisco Uruma Kambeba, presidente da comunidade é o coordenador da ação junto com as lideranças Larissa Kambeba, Mara Kambeba, Tximbo Atucupy, Awuima e Apysara.

Os Omagua

O povo Omagua, também conhecido com nome Kambeba, tem a sua origem em Lima, Peru, que hoje vive, além de Manaus, no Alto Rio Solimões, nas terras Indígenas Tikunas e no baixo rio negro.

Os Omágua/ Kambeba configuram um dos casos de grupos que, na Amazônia brasileira, deixaram de se identificar como indígena em razão da violência e discriminação de frentes não-indígenas na região desde meados do século XVIII.

Foi com o crescimento do movimento indígena a partir da década de 1980, particularmente com o reconhecimento dos direitos indígenas pela Constituição de 1988 e a multiplicação das organizações indígenas, que os Omágua/ Kambeba passaram novamente a se afirmar como índios e a lutar pelas causas indígenas.

Chegando da área urbana em busca da vida moderna e saída em busca a melhoria na qualidade de vida, a comunidade Tururukari Uka foi fundada em 2004, com aproximadamente 6 famílias e 28 pessoas, e hoje já conta com 12 famílias e entorno de 52 pessoas que vivem hoje das práticas tradicionais do povo e de outras alternativas de vida.

O objetivo do projeto

O projeto Mostra Doc Agricultura e Gastronomia visa debater o movimento agroecológico no cenário de perda da identidade cultural, o desuso e esquecimento de diversas plantas na alimentação, a divulgação da riqueza e sabor do conceito PANC – Plantas Alimentícias Não Convencionais, promovendo o resgate dessas culturas desconhecidas, com potencial para complementação alimentar, diversificação dos cardápios e dos nutrientes ingeridos e na diversificação das fontes de renda familiar, como a venda de partes das plantas ou de produtos processados (geleias, pães, farinha, etc.).

A segunda edição tem a curadoria da Nora Hauswirth, curadora suíça que vive em Manaus e atua com o projeto Tururu Cine e com Movimento Arte & Escola na Floresta na área da agricultura participativa e educação ambiental.

A produção do projeto foi realizada pelo agroecologo e educador ambiental Alexandre Victor. A mostra foi comtemplada no edital de patrocínio do Banco da Amazônia/Governo Federal, e realizada em parceria com o movimento Arte & Escola na Floresta no Centro Treinamento Agroflorestal do MUSA, o Casarão de Ideias, a Comunidade Igreja Mundial de Cristo e a Comunidade Indígena Tururukari Uka, e vários gastrônomos de Manaus.

Programação dos filmes

A programação dos filmes apresentou uma ampla seleção de curtas-metragens sobre a produção da nossos alimentos ecológicos, o processamento e a gastronomia até o contexto político e social das monoculturas e a estratégia de exportação da classe dominante brasileira.

Foram mostrados:

  • a animação “Tapajós: uma breve história da transformação de um rio” do Instituto INCESC, que conta como à beira do rio Tapajós foi transformado em uma plataforma de exportação de soja;
  • o minidocumentário “O custo Humano dos Agrotóxicos”, do fotógrafo argentino Pablo Piovano, que retrata o efeito devastador do uso indiscriminado de agrotóxicos por aqueles que trabalham no plantio;
  • a reportagem cinematográfica “Arroz Ecológico: alimento iluminado” que retrata as qualidades e as oportunidades de produção agroecológica no modo de organização cooperativista;
  • o minidocumentário “Organic farming / Ital cooking” do Don McConell cozinhando com ingredientes orgânicos do quintal o prato vegano Ital;
  • o minidocumentário culinário “Receita PANC e mais” da Nora Hauswirth, o movimento Arte & Escola na Floresta revela umas receitas e praticas se alimentar de o que a terra dar, e o
  • filme “Tomates, Molho e Wagner” da @mariannaeconomou, que conta a vida de dois primos gregos e cinco mulheres de um pequeno povoado rural pretendem invadir o mercado mundial com seus tomates orgânicos.

Oficinas culinárias

Da horta ao prato e se alimentar do que a terra dar como estratégia de soberania alimentar, resgatando e aproveitando das plantas regionais, também chamada PANC Plantas Alimentícias Não Convencionais.

As receitas das oficinas culinárias baseiam nas hortaliças disponível, que foram disponibilizados juntos com mudas e sementes pelo movimento Arte & Escola na Floresta.

Nas oficinas culinárias foram apresentados o Tucubiu da Ecochef e Ativista do SlowFood Luizi Viana, a Moqueca de Inhame e Gnocchi de pupunha do gastrônomo Alexandre Vitor, o Arroz PANC com Orelha de Macacu, Cariru, Buxixu e Cipó Alho da Nora Hauswirth, o Guisado do coração de banana do Emerson Vagalume, a Jaca maluca da Elzira do restaurante Casa da pamonha, e vários outros delicias, como pão de pupunha, polenta de milho, catchup de goiaba, maionese com erva de jabuti, carne de casca de banana, temporã de legumes com urtiga, coxinhas de macaxeira com carne de banana e jaca verde, e outros pratos criativos.

Ultima programação do projeto

Data: Sábado 25 e domingo dia 26 setembro

Local: Aldeia Tururukari Uka no km 47 Vila Verde UBIM, estrada de Manacapuru.

A atividade receberá publico externo que poderá entrar em contato no telefone +55 92 8449-8555 Francisco Uruma Kambeba, Aldeia Tururukari Uka.

Com informações da assessoria

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