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quinta, 20 de janeiro de 2022

Adeus cera de abelha em cosméticos; marca aposta em alternativas veganas

Com a busca de novos ingredientes e metodologias alternativas disruptivas no País, empresas têm compromisso de atingir 100% de produtos veganos nos próximos anos.

1 de dezembro de 2021

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(Foto: Reprodução)

A Natura alcançou a marca de 90% de produtos veganos em todo seu portfólio, um aumento de seis pontos percentuais em comparação com 2020. O resultado ocorre após um processo de revisão minucioso, conduzido ao longo do último ano, que abrangeu por completo a cadeia de fornecimento da empresa para garantir a não-utilização de ingredientes de origem animal no fornecimento ou no processo de obtenção das matérias-primas.

Segundo a líder global de Pesquisa e Desenvolvimento da Natura, Roseli Mello, toda a rede de parceiros da empresa foi mobilizada para buscar ingredientes que pudessem cumprir com todos os requisitos para serem considerados veganos.

“Esse movimento foi muito positivo e engajador porque estimulou todos os nossos parceiros a aprimorar seus próprios processos e cadeias, assegurando a não-utilização de nenhum ingrediente não-vegano”, diz Roseli.

A cera de abelha, considerada um derivado, já não é empregada em novas formulações. Trata-se do último componente não-vegano que ainda integra o portfólio da marca em alguns itens como batons e máscaras de cílios, por exemplo. A substituição do ingrediente já está sendo executada de maneira gradual.

“Temos um pipeline previsto para substituir completamente a cera de abelha em todos os nossos produtos nos próximos anos. É um compromisso já assumido, que exige um trabalho incansável de inovação e de pesquisa em todo o mundo para encontrar os ingredientes ideais que apresentem as mesmas propriedades estruturantes de forma a manter a qualidade e a alta performance pelas quais nossos produtos são conhecidos”, explica a executiva.

Metodologias alternativas inéditas

Um dos atributos relevantes para a definição de vegano é a não realização de testes em animais. Nesse sentido, o avanço no índice de produtos veganos do portfólio da Natura vem acompanhado pelo desenvolvimento de metodologias substitutivas a testes em animais, chamadas metodologias alternativas, algumas inéditas no Brasil.

A Natura não testa em animais desde 2006 e conta com a certificação do Programa Leaping Bunny, da Cruelty Free International, e da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals). Além disso, toda a cadeia produtiva é certificada com verificação por partes terceiras independentes, como a Union for Ethical BioTrade (UEBT).

Segundo Kelen Fabiola Arroteia, gerente científica de Segurança Humana e Métodos Alternativos e responsável pela plataforma de testes in vitro e in silico da Natura, o diferencial da marca está no manejo de ativos exclusivos da sociobiodiversidade brasileira.

“Matérias-primas e ingredientes cosméticos já consagrados no mercado possuem uma bibliografia abundante de dados e histórico de uso, mas nós temos um desafio imenso ao fazer a avaliação de segurança ou mesmo estudar os potenciais benefícios de nossos ingredientes porque são inéditos. Quando avaliamos ativos como a Ucuuba ou o Tucumã, por exemplo, que são manteigas e óleos para as quais não há literatura disponível, precisamos adaptar ou até mesmo criar metodologias em laboratório que, futuramente, poderão ser difundidas internacionalmente. Esses desafios, no entanto, nos estimulam e nos fazem avançar”, avalia a cientista.

Para cada matéria-prima, são usadas atualmente cerca de 14 metodologias in vitro diferentes em uma única bateria de avaliação de segurança. Hoje, o processo para cada novo ingrediente tem uma duração média de até oito meses. “Antes, a gente levava até dois anos”, relembra Kelen.

human-on-a-chip

Um dos modelos de avaliação de segurança mais disruptivos adaptados pela Natura se chama human-on-a-chip, no qual são combinados miniórgãos biofabricados em laboratório e que mimetizam tecidos de órgãos humanos, criando um sistema microfisiológico que reproduz o funcionamento do organismo.

O sistema miniaturizado é ativado por um fluxo de líquidos e soluções entre os miniórgãos que imita a circulação sanguínea e permite aos cientistas avaliar o efeito de um novo produto ou matéria-prima. A novidade desenvolvida pela equipe de P&D da Natura é a adaptação desse modelo para avaliar a toxicidade sistêmica de um ingrediente cosmético – as cientistas conseguem avaliar seus efeitos tanto dentro do corpo (órgãos) quanto fora (pele) ao mesmo tempo.

Outra metodologia avançada é o cultivo de folículos de cabelo em laboratório, que permite alcançar uma resposta dos efeitos e benefícios de novos ingredientes muito próxima daquela obtida em testes em voluntários.

“Testamos os ingredientes ativos dos produtos no cabelo e no couro cabeludo, com foco em crescimento dos fios. Futuramente, queremos expandir para outras aplicações, como oleosidade e queda de cabelo”, explica Carla Scavanez, gerente científica responsável pela aplicação do modelo.

Impressão 3D de tecidos

Também como parte do esforço para ampliar os modelos substitutivos, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Natura trouxe para seus laboratórios a tecnologia de impressão 3D de tecidos, chamada de bioimpressora, inaugurando uma plataforma própria com a qual produz modelos de peles com maior complexidade estrutural em condições mais padronizadas.

“São vários métodos que coexistem e se combinam para termos uma resposta em relação à eficácia e segurança. E agora fazemos isso em maior volume e em menos tempo com a adoção de metodologias computacionais”, acrescenta Kelen, em referência à equipe que aplica modelos preditivos há mais de uma década na Natura e que, desde o ano passado, se consolida em uma nova área. Chamada Biodata Lab, reúne especialistas em ciência computacional, big data, machine learning e inteligência artificial para ampliar a capacidade de testes alternativos da empresa em ativos da sociobiodiversidade brasileira, hoje executados em larga escala com o auxílio de uma plataforma baseada em computação na nuvem.

“Conseguimos recrutar a capacidade de processamento de milhares de computadores ao mesmo tempo trabalhando para um mesmo fim e sob demanda, o que seria inviável se considerássemos máquinas locais”, diz Daniela Zimbardi, cientista que lidera a BioData Lab. A área detém ainda metodologias próprias para acelerar a inovação, reduzindo custos e tempo de testagem.

A composição química de algumas matérias-primas é tão complexa que pode chegar a ter mais de cem compostos. Através da identificação da assinatura molecular de cada uma no computador, a Natura consegue predizer potenciais mecanismos, benefícios ou aspectos de segurança que esse ativo poderia induzir, reduzindo a necessidade de testes em laboratório.

“Com a criação da área e a internalização de competências demos um salto muito grande. Podemos dizer que, atualmente, contamos uma infraestrutura e capacidade que não deixam nada a desejar em relação às de grandes centros de inovação no mundo”, completa Daniela.

Com informações da assessoria

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