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sexta, 25 de junho de 2021

Pesquisador do Inpa é o mais influente do Brasil em mudanças climáticas

Philip Fearnside está em 153º lugar em lista dos mil cientistas mais influentes do mundo na área de mudanças climáticas e é o primeiro dos cinco listados no Brasil.

6 de maio de 2021

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O pesquisador e ambientalista possui mais de 30 prêmios e títulos em sua carreira (Foto: Reproducao)

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Philip Fearnside, está entre os mil cientistas mais influentes do mundo na área de mudanças climáticas e o primeiro dos cinco listados no Brasil em ranking feito pela Reuters (Agência de Notícias Britânica). Referência em estudos de impactos ambientais na Amazônia e serviços ambientais da maior floresta tropical, Fearnside está classificado na posição 153º do mundo.

Além de Fearnside, os outros quatro brasileiros na lista são José Antonio Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais – Cemaden (454º), Roberto Schaeffer da Universidade Federal do Rio de Janeiro (615º), Carlos Clemente Cerri (725º) e Carlos Eduardo Pellegrino Cerri (737º), ambos da Universidade de São Paulo.

Para o pesquisador do Inpa, é gratificante ver que seus trabalhos são influentes. “Este reconhecimento não significa que eu seja um cientista melhor do que tantos outros, mas sim que o assunto com que eu trabalho é de suma importância. A Amazônia é importante, e o papel da floresta amazônica nas mudanças climáticas é um assunto vital para o mundo inteiro, sobretudo para o Brasil”, destacou.

Segundo nota da Reuters, a identificação dos 1000 cientistas mais influentes da área do clima foi possível com a elaboração de um sistema de identificação e classificação, chamado de Host List. A base de dados veio do Dimensions, um portal de pesquisas acadêmicas que contém centenas de milhares de artigos da área, publicados em sua maioria desde 1988.

As classificações se baseiam em três classificações. A primeira é a quantidade de artigos de pesquisas publicados sobre assuntos relacionadas a mudanças climáticas, outra é a frequência que esses artigos são citados por outros cientistas em áreas de estudos semelhantes (biologia, química ou física). A terceira classificação é uma medida do alcance público de um artigo de pesquisa, que mede a frequência com que as pesquisas são referenciadas na imprensa, documentos de políticas públicas, mídia social como Facebook e Twitter e outros meios de comunicação.

Fearnside é americano e pesquisa a Amazônia há mais de 45 anos. O biólogo possui Mestrado em Zoologia e Doutorado em Ciências Biológicas pela Universidade de Michigan. Morou por dois anos na rodovia Transamazônica (BR-230), antes de entrar para os quadros do Inpa em 1978. Suas pesquisas são voltadas aos serviços ambientais da Amazônia, e focam na manutenção da estabilidade climática, da biodiversidade e da função da floresta em reciclar água, além dos processos que levam à perda desses serviços, como o desmatamento e os incêndios florestais.

A “Lista Quente” de Reuters, publicada em 20 de abril, foi dominada pela América do Norte, Europa, Austrália, China e Japão. Fora desses países, só três cientistas ficaram à frente do pesquisador do Inpa: um na África do Sul, um no Quênia e um na Arábia Saudita. “Temos que mudar esse quadro”, disse Fearnside.

Pesquisa de excelência

Questionado sobre suas motivações para fazer pesquisa de excelência na Amazônia, pela conservação do bioma e melhoria da qualidade de vida dos que aqui habitam, Fearnside foi enfático quanto ao desejo de fazer e à escolha adequada do assunto: “Imagino que todos os pesquisadores querem fazer pesquisas com excelência. Além de fazer pesquisa com qualidade, a escolha de assunto é fundamental se é para ter efeitos práticos sobre políticas que afetam a conservação e a qualidade de vida. O papel dos serviços ambientais é uma área de pesquisa chave”, ressaltou.

No momento, o pesquisador está focado sua atenção para a região “Trans-Purus”, ou seja, a vasta floresta intacta entre o rio Purus e a fronteira peruana. “Atualmente essa área é o que segura a situação ambiental no Brasil em termos de ciclagem de água, estoque de carbono, e também de biodiversidade, mas é ameaçada por vários projetos e políticas mal pensados”, contou.

Com informações da assessoria

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