fbpx

quinta, 09 de dezembro de 2021

Felicidade do brasileiro cai em meio a pandemia

Pesquisa da FGV mostra aumento da desigualdade e diminuição da renda no Brasil. Índice de satisfação com a vida chega a menor patamar dos últimos 15 anos.

15 de junho de 2021

Compartilhe

Indicador atinge a menor marca em 15 anos (Foto: Reuters)

As desigualdades sociais aumentaram no Brasil durante a pandemia de Covid-19, e os indicadores de felicidade do brasileiro estão no menor ponto da série histórica.

De acordo com a pesquisa Bem-Estar Trabalhista, Felicidade e Pandemia, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), o país atingiu, em 2020, a pior nota média de satisfação com a vida desde 2006. Já a desigualdade, medida pelo chamado índice de Gini, atingiu o patamar mais alto, batendo também o recorde de toda a série histórica no primeiro trimestre de 2021.

Ainda segundo o estudo, os impactos mais fortes na diminuição de renda e bem-estar foram sentidos pela parcela mais pobre da população.

O estudo mostra que, durante a pandemia, a renda média do brasileiro foi de R$ 1.122 entre janeiro e março de 2020, a R$ 995, no primeiro trimestre de 2021, o menor valor da série histórica, marcando, pela primeira vez, um montante abaixo de R$ 1 mil.

Já o bem-estar social – indicador que combina prosperidade com igualdade – caiu 19,4%, entre o primeiro trimestre de 2020 e o mesmo período de 2021, chegando a um novo piso da série.

O índice de Gini, usado para avaliar a distribuição de riquezas de determinado lugar, passou de 0,642 no primeiro trimestre de 2020 para 0,674 no mesmo período de 2021, o que é considerado “um grande salto de desigualdade”.

Nesse contexto, os brasileiros estão com mais raiva (19% para 24%, de 2019 para 2020) e relatam estar mais preocupados (56% para 62%, de 2019 para 2020), mais estressados (43% para 47%) e mais tristes (26% para 31%). Já quando o assunto é diversão, a percepção do brasileiro é de queda, de 72%, em 2019 para 66%, em 2020.

Motivação

Para o diretor do FGV Social e coordenador da pesquisa, Marcelo Neri, as perdas materiais explicam a perda de felicidade, mas não são o único motivo.

“Todos nós estamos vivendo um cenário muito desafiador e difícil, que é nosso risco de sobrevivência. Nosso dia a dia é muito difícil, em isolamento social, perda de entes queridos, tudo isso, para além da renda, ajuda a explicar essa perda da felicidade”, diz.

Satisfação com a vida

A medida geral de felicidade é dada por uma nota de avaliação de satisfação com a vida numa escala de 0 a 10. Essa nota, que vinha piorando entre 2014 e 2018, chegou a melhorar em 2019, atingindo 6,5 pontos. Em 2020, no entanto, caiu 0,4 ponto, chegando a 6,1 – a menor pontuação da série histórica, desde 2006.

A felicidade na pandemia também é desigual. Entre os 20% mais ricos, esse indicador aumentou de 6,8 para 6,9, de 2019 para 2020. Entre os 40% mais pobres, caiu de 6,3 para 5,5.

 “Toda essa queda está concentrada na base da distribuição de renda brasileira, ou seja, uma piora da desigualdade de felicidade”, diz Neri. 

A pesquisa também comparou os resultados com os de 40 outros países. Em média, a “nota de felicidade” ficou parada no restante do mundo, em torno de 6 pontos.

“O que a pesquisa mostra e acho que é importante dizer é que, embora a pandemia seja um fenômeno global que afetou a todos os países, o Brasil tem um desempenho nesses aspectos subjetivos pior. A gente talvez precise repensar como a gente está lidando com a pandemia em termos de políticas, em termos de enfrentamento, enquanto ação coletiva”, diz o coordenador do estudo.

A pesquisa está disponível na íntegra no site da FGV Social.

Fonte: Agência Brasil

Leia Mais:

Leia mais sobre Brasil

Brasil vai na contramão do mundo e rejeita o passaporte vacinal

Presidente Bolsonaro e ministro da Saúde, Marcelo Queiroga anunciaram a rejeição de adotar o passaporte vacinal para viajantes estrangeiros que queiram visitar o Brasil.

8 de dezembro de 2021

Vacina da Pfizer é eficaz contra Ômicron após aplicação de três doses

As farmacêuticas BioNTech e Pfizer fizeram, nesta quarta-feira, um comunicado dando detalhes do estudo que mostrou a eficácia da vacina contra nova variante do coronavírus.

8 de dezembro de 2021

Covid-19: viajantes não vacinados ficarão 5 dias em quarentena

Bolsonaro, que diz não ter se imunizado, é crítico à exigência de comprovação de vacinação. Hoje, o presidente se exaltou e mentiu sobre as recomendações feitas pela Anvisa.

8 de dezembro de 2021

Governador do RJ sinaliza que haverá Réveillon em Copacabana

A ideia é manter a queima de fogos na orla de Copacabana e em outros pontos do Rio. Em vez de shows ao vivo, a festa contaria com caixas de som espalhadas por alguns pontos.

7 de dezembro de 2021

Prouni passa a aceitar estudantes de escola privada sem bolsa integral

Os porcentuais de vagas destinadas aos cidadãos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos, e a pessoas com deficiência seguem equivalentes ao último Censo Demográfico.

7 de dezembro de 2021

Réveillon no Rio de Janeiro é suspenso e Carnaval 2022 é incerto

"Tomara que não precise cancelar o carnaval", disse o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, após anunciar neste sábado (4) a suspensão da festa de réveillon.

4 de dezembro de 2021

Após 40 anos do primeiro caso, epidemia de HIV/aids ainda mata brasileiros

Representantes de grupos de pessoas com HIV reclamam de discriminação e de falta de vontade política para enfrentar a doença. Em 2020, foram registrados 32.701 casos no país.

4 de dezembro de 2021

Homens seguem em cargos-chave na OAB apesar de nova regra

Quase 70% dos secretários-gerais do próximo triênio serão homens, enquanto 74% das secretarias gerais adjuntas serão ocupadas por mulheres.

4 de dezembro de 2021