fbpx

sábado, 23 de outubro de 2021

Escolhido por ser incapaz de contrariar o negacionismo do presidente

Eduardo Pazuello se tornou ministro por não confrontar o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro. Com as desastrosas consequências de tê-lo seguido, pede para sair.

14 de março de 2021

Compartilhe

Falhas no programa de vacinação são uma das "pedras no sapato" de Pazuello (Foto: Divulgação)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi escolhido para chefiar a pasta por ser incapaz de contrariar as determinações negacionistas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diante da da pandemia do coronavírus.

Seus antecessores foram demitidos justamente pelo oposto: ousaram discordar do chefe sobre cloroquina e isolamento social.

Luiz Henrique Mandetta durou pouco mais de um mês após o início da pandemia. Da mesma forma, Nelson Teich, seu sucessor, ficou menos de um mês à frente da pasta.

Pazuello, o número dois do ministério à época, foi o escolhido para assumir interinamente a pasta. Seu principal atributo foi se comprometer a não se opor às ideias negacionistas do presidente. “Um manda e outro obedece”, chegou a dizer certa vez.

O general da ativa, contudo, ficou três meses e meio como interino, provando que não daria uma palavra a favor do isolamento social ou contra a cloroquina, antes de ser efetivado no cargo.

O custo de ‘fazer tudo o que o mestre mandar’

Nas últimas semanas, Pazuello vinha sentindo o peso de ter seguido, sem questionar, as ideias e determinações de Bolsonaro.

Dez processos do Ministério Público Federal (MPF) apuram irregularidades em seus atos, incluindo desde falhas na vacinação até entrega de cloroquina aos Estados.

Da mesma forma, com a anuência do Supremo Tribunal Federal (STF), é investigado pela Polícia Federal sobre a sua atuação na crise do oxigênio em Manaus.

Pazuello pede para sair do cargo no pior momento da pandemia desde que ela teve início, há pouco mais de um ano. Com o Brasil ultrapassando pela primeira vez a triste marca de dois mil mortos por dia.

Se tornou ministro quando eram aproximadamente 5 mil mortos pelo coronavírus no Brasil. Pede para sair com mais de 270 mil mortos.

Texto: Omar Gusmão

Leia mais:

Leia mais sobre Brasil

Morte violenta atinge 6,97 mil crianças e adolescentes por ano no Brasil

As meninas são a maioria das vítimas de violência sexual entre todas as faixas de idade, respondendo por 78% dos casos até 4 anos.

22 de outubro de 2021

Aplicativos de delivery: a nova faceta do trabalho infantil no Brasil

Conforme dados do Ministério da Saúde, o Brasil, entre os anos de 2007 e 2019 registrou 27.971 acidentes de trabalho com crianças e adolescentes.

22 de outubro de 2021

Alexandre de Moraes determina prisão de blogueiro bolsonarista

Decisão foi assinada pelo ministro do STF e determina prisão preventiva do jornalista Allan dos Santos, responsável pelo site Terça Livre, e que mora nos EUA.

21 de outubro de 2021

Rio pode liberar máscaras em locais abertos na próxima semana

Para a liberação do acessório, a capital precisa atingir 65% da população completamente vacinada, disse o prefeito.

21 de outubro de 2021

A um mês do Enem, professores falam sobre uso de redes sociais

Eles dão dicas de como aproveitar essas ferramentas para fixar o conteúdo e alertam sobre os cuidados necessários para não perder o foco dos estudos.

21 de outubro de 2021

Vítimas de violência doméstica ganham acolhimento psicológico gratuito

O projeto, que já atendeu diversas pessoas presencialmente ao longo de três anos, passa a atender de forma on-line pessoas de diferentes regiões do Brasil acima de 18 anos.

20 de outubro de 2021

Covid-19 deixou 12 mil órfãos de até 6 anos no país, mostram cartórios

Segundo a Arpen-Brasil, 25,6% das crianças de até seis anos que perderam um dos pais na pandemia não tinham completado um ano.

19 de outubro de 2021

Brasil registra menor média móvel de mortes desde o início da pandemia

Queda na média móvel de mortes por Covid-19 se deu pela vacinação em massa, afirmou Queiroga; campanha de vacinação de 2022 está garantida com compra de imunizantes.

19 de outubro de 2021