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segunda, 08 de agosto de 2022

Escolhido por ser incapaz de contrariar o negacionismo do presidente

Eduardo Pazuello se tornou ministro por não confrontar o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro. Com as desastrosas consequências de tê-lo seguido, pede para sair.

14 de março de 2021

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Falhas no programa de vacinação são uma das "pedras no sapato" de Pazuello (Foto: Divulgação)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi escolhido para chefiar a pasta por ser incapaz de contrariar as determinações negacionistas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diante da da pandemia do coronavírus.

Seus antecessores foram demitidos justamente pelo oposto: ousaram discordar do chefe sobre cloroquina e isolamento social.

Luiz Henrique Mandetta durou pouco mais de um mês após o início da pandemia. Da mesma forma, Nelson Teich, seu sucessor, ficou menos de um mês à frente da pasta.

Pazuello, o número dois do ministério à época, foi o escolhido para assumir interinamente a pasta. Seu principal atributo foi se comprometer a não se opor às ideias negacionistas do presidente. “Um manda e outro obedece”, chegou a dizer certa vez.

O general da ativa, contudo, ficou três meses e meio como interino, provando que não daria uma palavra a favor do isolamento social ou contra a cloroquina, antes de ser efetivado no cargo.

O custo de ‘fazer tudo o que o mestre mandar’

Nas últimas semanas, Pazuello vinha sentindo o peso de ter seguido, sem questionar, as ideias e determinações de Bolsonaro.

Dez processos do Ministério Público Federal (MPF) apuram irregularidades em seus atos, incluindo desde falhas na vacinação até entrega de cloroquina aos Estados.

Da mesma forma, com a anuência do Supremo Tribunal Federal (STF), é investigado pela Polícia Federal sobre a sua atuação na crise do oxigênio em Manaus.

Pazuello pede para sair do cargo no pior momento da pandemia desde que ela teve início, há pouco mais de um ano. Com o Brasil ultrapassando pela primeira vez a triste marca de dois mil mortos por dia.

Se tornou ministro quando eram aproximadamente 5 mil mortos pelo coronavírus no Brasil. Pede para sair com mais de 270 mil mortos.

Texto: Omar Gusmão

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