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segunda, 08 de agosto de 2022

Dívida pública do Brasil sobe e atinge R$ 5,06 trilhões em janeiro

Em janeiro, a dívida pública federal cresceu 0,99% e se mantém superior a R$ 5 trilhões. Do mesmo modo, as emissões do Tesouro aumentaram.

24 de fevereiro de 2021

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A dívida pública federal se mantém acima dos R$ 5 trilhões (Foto: Divulgação)

Depois de ultrapassar a barreira de R$ 5 trilhões em dezembro, a dívida pública federal continuou a subir em janeiro. No mês passado, o indicador encerrou em R$ 5,06 trilhões, com alta de 0,99% em relação a dezembro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Tesouro Nacional.

A dívida pública mobiliária (em títulos) federal interna subiu 1,16% passando para R$ 4,82 trilhões. No mês passado, o governo emitiu R$ 25,41 bilhões a mais do que resgatou. Além disso, houve a incorporação de R$ 29,92 bilhões em juros, quando o governo reconhece gradualmente os juros que incidem sobre a dívida.

Dívida pública externa

A dívida pública externa caiu de R$ 243,45 bilhões em dezembro para R$ 237,88 bilhões em janeiro. Apesar de o dólar ter subido 5,37% no mês passado, o vencimento de R$ 18,59 bilhões em títulos brasileiros em circulação no mercado externo contribuiu para a redução do indicador.

Tradicionalmente, os resgates superam as emissões de títulos em janeiro porque, no primeiro mês de cada trimestre, ocorre a concentração de vencimentos de papéis prefixados (com taxas definidas antecipadamente). No entanto, nos últimos meses, o Tesouro tem emitido mais títulos públicos para recompor o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência), que foi parcialmente consumido no início da pandemia do novo coronavírus.

Emissões do Tesouro

Em janeiro, o Tesouro emitiu R$ 155,35 bilhões, acima de R$ 150 bilhões pelo quinto mês consecutivo. No entanto, os resgates somaram R$ 129,94 bilhões, impulsionados principalmente pelo vencimento de R$ 43,2 bilhões em títulos prefixados.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

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