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domingo, 03 de julho de 2022

Candidaturas negras, femininas e indígenas aumentaram em 2020

Segundo TSE, 276 mil candidatos negros vão concorrer nas eleições de 2020, o que representa 49,95% do total. Já as candidaturas brancas representam 48,04%.

14 de outubro de 2020

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Em 2018, embora 47,6% dos candidatos fossem negros, apenas 27,9% foram eleitos (Foto: Divulgação)

Pela primeira vez, o número de candidatos autodeclarados negros (pretos ou pardos) superou o total de brancos. Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 276 mil candidatos negros vão concorrer nas eleições de 2020, o que representa 49,95% do total. Já as candidaturas brancas representam 48,04%. 

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), decisão da Justiça levou amaior proporção de candidaturas negras da história, pois foi determinada a equiparação do tempo de propaganda política em rádio e TV, sendo dividida em 50% para mulheres brancas e 50% para negras, além de 30% para cota do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC) para candidatas e candidatos negros.

“Foi um grande avanço para promoção da igualdade racial no Brasil, um país ainda racista. As eleições de 2020 são um grande projeto piloto para o aprimoramento dos futuros pleitos. Não basta a inscrição das candidaturas negras”, disse.

“Os partidos precisam priorizá-las. Não é só dizer que as candidaturas estão lá, eu quero ver se a divisão dos recursos e do tempo de rádio e TV foram os mesmos no pós-eleição”, afirmou o senador.

Nas eleições gerais de 2018, embora 47,6% dos candidatos fossem negros, apenas 27,9% foram eleitos. 

Mulheres

As candidaturas femininas também aumentaram neste ano, chegando a 184 mil, o que representa 33,4% do total. Já em 2016, o percentual foi de 31,9%. A população feminina representa 52,5% do eleitorado brasileiro.

Em entrevista à Agência Senado, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) afirmou que a representatividade das mulheres em cargos eletivos e de comando ainda está bem aquém do que o necessário. 

“Somos a maioria da população brasileira e avançamos pouco desde a década de 1940 nesse sentido. O sistema de cotas para mulheres ajudou, mas ainda é insuficiente para transformar essa realidade. Para muitas mulheres a política ainda é um universo inatingível e hostil”.

Para a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), as mulheres precisam querer fazer parte da política e não aceitar serem usadas em candidaturas fraudulentas. 

“Não adianta apoiarmos políticas públicas que incentivem a participação feminina na política, como é o caso das cotas de gênero, se as mulheres não entrarem verdadeiramente para competir pelas vagas nos parlamentos. É muito mais uma questão de conscientizar do que simplesmente destinar uma porcentagem de vagas para determinado gênero”.

Já a senadora Kátia Abreu (PP-TO) acredita que o equilíbrio fará do Brasil um país mais justo e moderno. 

“A demonstração de confiança nas mulheres é sinal de progresso. Sinal de que estamos deixando os preconceitos pra trás”, disse ela no Twitter.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) apresentou um projeto (PL 4.391/2020) para garantir que as legendas reservem, no mínimo, 30% dos cargos dos órgãos partidários para as mulheres. A proposta também determina que, nos órgãos de juventude das siglas, a reserva seja de 50%. Pelo texto, as legendas têm até 2028 para chegar a esse patamar.

Indígenas

As candidaturas indígenas também cresceram em 2020, chegando a 2,1 mil, o que representa 0,4% do total. De acordo com dados do TSE, são 38 candidatos indígenas a prefeito e 72 a vice-prefeito, o que mostra um aumento de 25% em relação a 2016. 

Apesar do avanço, o senador Telmário Mota (Pros-RR) acredita que ainda há muito o que fazer. 

“Como eu sempre digo, o índio quer inclusão social, quer estudar e trabalhar, e assim defender ainda mais sua cultura e costumes. Ver meus parentes inseridos na política local e nacional é extremamente gratificante”.

Fonte: Agência Senado

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