fbpx

sexta, 12 de agosto de 2022

Aumentam casos de doenças respiratórias em crianças no Brasil

A volta ao convívio social após o longo período de confinamento provocado pela pandemia de Covid-19 foi o principal motivo pela alta nos casos de viroses.

13 de dezembro de 2021

Compartilhe

(Foto: Reprodução)

Os mais recentes boletins InfoGripe, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), publicação científica onde são compilados dados referentes à incidência de doenças respiratórias na população brasileira, tem indicado o crescimento de internações – especialmente entre crianças com até quatro anos – relacionadas a quadros provocados pelo vírus sincicial respiratório, pelo bocavírus, pelo rinovírus e pelo parainfluenza dos tipos 3 e 4  

Em São Paulo, este panorama pôde ser referendado por levantamentos realizados por veículos de imprensa nos últimos meses. Uma pesquisa de campo feita pela TV Globo entre os dias 14 e 20 de agosto apontou que 620 crianças de até quatro anos foram internadas em território paulista com sintomas de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) não relacionados à Covid-19 – no mesmo período de 2020, foram registradas 392 internações.

Já uma reportagem da Folha de S.Paulo publicada em 9 de dezembro verificou a mesma tendência em um contexto mais restrito, analisando apenas a capital paulista. De acordo com especialistas ouvidos pelo periódico, a volta ao convívio social após o longo período de confinamento provocado pela pandemia de Covid-19 foi o principal motivo pela alta nos casos de viroses.

‘As crianças foram as primeiras a serem isoladas em casa e as últimas a saírem. Assim, o sistema imunológico fica um pouco aquém daquilo que era. No isolamento, a exposição a vírus e bactérias foi reduzida, e o sistema imunológico ficou mais fácil de ser atacado. Essa é a principal questão’, afirmou Fausto Flor Carvalho, pediatra e presidente do Departamento de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo, à Folha.

A primavera atípica, com mais dias frios, na avaliação de Carvalho, também pode ter contribuído para o aumento de casos. As mudanças climáticas repentinas, além da poluição atmosférica, ademais, são responsáveis por cerca de 70% das internações por doenças respiratórias, segundo o relatório “Vulnerabilidades das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana de São Paulo”, elaborado por pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Ácaros como causadores de problemas respiratórios

Além da poluição, das mudanças climáticas e de alguns fatores específicos e excepcionais como a fragilização do sistema imunológico de crianças decorrente do longo período de isolamento social, problemas respiratórios também podem ser causados por ácaros, fungos e bactérias. Ao UOL, Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês (SP), afirmou que os sintomas causados pela aspiração dos chamados “ácaros de poeira” costumam ser parecidos com os de crises alérgicas provocadas por pelos de animais e poluentes.

“Quando os ácaros estão presentes, os sintomas costumam ser os mesmos de rinite, como espirros frequentes, nariz entupido, coriza e coceira nas mucosas. Já na asma o principal sintoma é a falta de ar e o chiado no peito’, afirmou ao portal o otorrino, especificando que os principais ácaros de poeira são o Dermatophagoides pteronyssinus, o Blomia tropicalis e Dermatophagoides farinae.

Ao jornal Extra, Maria Cândida Rizzo, coordenadora do departamento científico de Rinite da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (SBAI), pontuou, ainda, que “enquanto dormimos, perdemos aproximadamente 1g de pele por noite”, sendo, então, o colchão, o travesseiro e a roupa de cama, além de tapetes, carpetes e sofás, superfícies “altamente contaminadas com ácaro”.

Vinicius Finavaro, sócio-fundador da SP Lavagem e Impermeabilização, frisa a importância de que a limpeza de superfícies como tapetes e carpetes seja feita regularmente. 

“Com a limpeza periódica de tapetes e carpetes, conseguimos diminuir bastante a proliferação de bactérias, ácaros e fungos, que são os grandes vilões das doenças respiratórias”, diz. “Orientamos sempre a realização da limpeza de carpete e tapetes a cada 6 meses”.

Sobre os principais métodos utilizados para limpeza de carpetes e tapetes, o profissional aponta o emprego de produtos bactericidas e bacteriostáticos, “que eliminam os microrganismos patogênicos”. Além disso, frisa, “a ação bacteriostática ajuda o carpete a ficar seco sem risco de mau cheiro”  

Com informações do Estadão Conteúdo

Leia Mais:

Leia mais sobre Brasil

Reforço vacinal tem intervalo reduzido e imunossuprimidos terão 4ª dose

Redução no intervalo para a dose de reforço quer ampliar a proteção contra a variante Ômicron. No caso dos imunossuprimidos, o intervalo conta a partir da 3ª dose.

20 de dezembro de 2021

Covid-19: Rio de Janeiro confirma primeiro caso da variante Ômicron

Mulher, cuja identidade não foi revelada, tomou a segunda dose da vacina contra covid-19 em março e não tomou a dose de reforço. Ela chegou ao Rio vindo de Chicago.

20 de dezembro de 2021

Chuvas no Sul da Bahia causam mais duas mortes, indica governo

Segundo órgão baiano, ao menos 14 pessoas morreram e 276 ficaram feridas em função dos eventos hidrológicos. Até ontem, 63 cidades baianas já tinham decretado emergência.

19 de dezembro de 2021

Garoto sofre racismo em escola: “Saudade de quando preto era escravo”

Em mensagens compartilhadas em grupo, alunos de colégio de BH fizeram comentários de cunho racista. Família levará caso à polícia.

19 de dezembro de 2021

Câmara técnica citada por Queiroga é favorável à vacinação infantil

No sábado, ministro da Saúde, Marcelo Queiroga disse que tema requer análise aprofundada de técnicos, mas especialistas já se manifestaram a favor do tema.

19 de dezembro de 2021

Ninguém acerta a Mega-Sena; próximo sorteio é da Mega da Virada

São os seguintes os números sorteados: 02 - 08 - 34 - 38 - 47 - 51. O prêmio da Mega-Sena da Virada está está estimado em R$ 350 milhões.

19 de dezembro de 2021

Miguel e Helena lideram ranking de nomes mais comuns no Brasil em 2021

Gael é o terceiro nome mais escolhido entre os meninos no Brasil com 23.973 registros no ano de 2021, mostra levantamento da Arpen Brasil.

19 de dezembro de 2021

Queiroga anuncia redução do intervalo da 3ª dose de 5 para 4 meses

Objetivo da medida anunciada por Queiroga é ampliar proteção da população com avanço da variante Ômicron. Portaria com modificação será publicada na segunda-feira.

19 de dezembro de 2021